Marcelo Camargo/Agencia Brazil/d / DPA - Arquivo
MADRID 19 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Fernando Aramayo, garantiu que “não haverá renúncia do presidente Rodrigo Paz”, apesar das manifestações de milhares de ativistas sociais, indígenas e sindicalistas no âmbito da greve geral, classificando a ideia de “absurda”.
“Não haverá renúncia do presidente Rodrigo Paz; achei até absurdo que alguns meios de comunicação me liguem e me digam ‘é verdade que já vai haver a renúncia’, que ‘está se pensando em deixar o país’, ele não vai renunciar, nem o presidente Rodrigo Paz nem seu gabinete; isso não vai acontecer, que fique bem claro para esses atores que estão se mobilizando”, afirmou Aramayo em declarações publicadas pelo jornal “El Deber”.
Nesse sentido, ele enfatizou que “não se vai negociar nenhum cargo de poder sob pressão, não se vai negociar o delito, o crime”. “Aqueles que estão cometendo esse tipo de ação terão que responder perante a lei; aqueles que quiserem sentar-se à mesa para negociar de boa-fé terão que abandonar essas atitudes e vamos negociar”, acrescentou.
O chefe das Relações Exteriores abordou assim as reivindicações de milhares de ativistas sociais, indígenas e sindicalistas que chegaram nesta segunda-feira do altiplano boliviano a La Paz, onde se dirigiram à praça Murillo, onde fica o Palácio do Governo, com a intenção declarada de forçar a renúncia do presidente Paz diante de uma sede blindada por efetivos militares e policiais.
A capital do país foi, assim, palco de confrontos durante quase cinco horas, com gás lacrimogêneo, dinamite, fogos de artifício, paus e pedras utilizados por manifestantes e policiais; confrontos que terminaram quando os ativistas se retiraram para El Alto e o centro da cidade recuperou uma certa calma.
No entanto, os protestos registraram sua quarta morte com o falecimento de uma pessoa que participava dos bloqueios que mantêm cercada La Paz e a cidade vizinha de El Alto. Sobre o falecimento, o vice-ministro do Regime Interno e da Polícia, Hernán Paredes, ofereceu explicações, alegando que “ao correr, ela caiu em uma vala que eles mesmos (os manifestantes) fizeram”. “Ele caiu em um buraco, foi assim tão paradoxal, e lá sofreu um golpe fatal e morreu”, acrescentou.
Pouco antes, o porta-voz presidencial José Luis Gálvez havia identificado o falecido como Alberto Cruz Chinche em uma mensagem na qual destacava que “sua morte não foi causada pelo uso de arma letal ou asfixia por gases”, mas que “ele nem mesmo teve contato com nenhum membro das forças de segurança, nem policiais nem militares”.
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