Publicado 09/04/2026 04:34

O ministro das Relações Exteriores da Bélgica apela, de Beirute, para que o cessar-fogo no Irã se estenda ao Líbano

Condena a onda de ataques “desproporcionais” lançados por Israel na quarta-feira, quando Prévot já se encontrava em Beirute

BEIRUTE, 8 de abril de 2026  -- Esta foto tirada com um celular mostra a fumaça após um ataque aéreo israelense em Beirute, no Líbano, em 8 de abril de 2026. Até o momento, o ataque israelense realizado na quarta-feira em todo o Líbano já causou a morte d
Bilal Jawich / Xinhua News / ContactoPhoto

BRUXELAS, 9 abr. (EUROPA PRESS) -

O ministro belga das Relações Exteriores e Cooperação, Maxime Prévot, exigiu, de Beirute, que o cessar-fogo negociado entre os Estados Unidos e o Irã inclua também o Líbano, cujo governo, segundo ele, propõe pela primeira vez “negociações oficiais com Israel” para uma paz duradoura e está “comprometido com o desarmamento do Hezbollah”.

“A diplomacia deve prevalecer sobre as armas. O cessar-fogo negociado entre os Estados Unidos e o Irã deve envolver também o Líbano”, escreveu o chefe da diplomacia belga em uma mensagem divulgada nas redes sociais, no âmbito de sua visita ao país para expressar “pessoalmente” o apoio da Bélgica ao povo e às autoridades libanesas em pleno conflito no Oriente Médio.

O vice-primeiro-ministro do Executivo belga já se encontrava, de fato, em Beirute na quarta-feira, quando Israel lançou uma onda de ataques contra o Líbano, deixando pelo menos 250 mortos e mais de 1.100 feridos. De fato, o próprio Prévot informou em suas redes sociais que ele e sua delegação estavam, no momento do ataque, na embaixada da Bélgica, “a apenas algumas centenas de metros” do local onde caiu um dos mísseis.

“A escalada deve cessar. Os ataques iniciados pelo Hezbollah contra Israel em apoio ao Irã são condenáveis, mas também o é a resposta desproporcional do Estado de Israel, que ameaça a integridade territorial do Líbano”, afirmou o político democrata-cristão belga, que também destacou a “urgência humanitária” devido à “precariedade” de mais de um milhão de deslocados, que foram obrigados a abandonar o sul do país devido aos ataques.

Dessa forma, Prévot insistiu que os ataques “de alcance sem precedentes” que na quarta-feira deixaram centenas de vítimas tornam “ainda mais urgente e necessária” a “chamada europeia para uma desescalada” e que assim o transmitiu às autoridades libanesas, no âmbito das reuniões que manteve na véspera com o presidente, o primeiro-ministro e o presidente do Parlamento do Líbano.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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