Publicado 03/09/2026 00:44

O ministro das Relações Exteriores da Argentina sobre a soberania das Ilhas Malvinas: “Estamos sempre mais próximos”

Archivo - Arquivo - FOZ DO IGUAÇU, 19 de dezembro de 2025  -- O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, participa da reunião do Conselho do Mercado Comum do Mercosul em Foz do Iguaçu, no Brasil, em 19 de dezembro de 2025.
Europa Press/Contacto/luxiao¡tawola - Arquivo

MADRID 3 set. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, mencionou nesta quarta-feira a possibilidade de Buenos Aires avançar em sua reivindicação de soberania sobre as Ilhas Malvinas, apenas um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter sugerido que poderia rever seu apoio ao Reino Unido nessa questão, e exatamente na véspera de o chefe da Casa Rosada, Javier Milei, proferir um discurso à nação sobre esse assunto.

“Sempre há chances, estamos sempre mais perto”, respondeu de forma sucinta o ministro das Relações Exteriores às perguntas da imprensa sobre a possibilidade de a Argentina recuperar o controle das ilhas, antes de participar de um evento organizado pela Fundação Liberdade e Progresso sob o lema “Ventos de Mudança”.

Foi nesse mesmo evento que, durante sua participação no painel para o qual foi convidado, ele deixou claro que “as Malvinas são argentinas” e que o governo do país do Rio da Prata tem “uma obrigação e uma responsabilidade” de defender seus “interesses ali”.

Em seguida, Quirno afirmou que “hoje estão ocorrendo coisas nas Malvinas que são decisões unilaterais do Reino Unido”, as quais, precisou ele, não só são rejeitadas pelo governo argentino, mas também repudiadas “muito claramente”.

“A Argentina precisa dispor de todas as ferramentas possíveis para defender da melhor maneira nossos interesses e para alcançar o objetivo de todos os argentinos: ter a soberania das Malvinas argentinas”, concluiu.

A disputa pela soberania do arquipélago, que remonta ao século XIX, teve seu ponto alto na guerra iniciada em 2 de abril de 1982 pela ditadura argentina, que resultou na morte de 255 soldados britânicos e outros 650 argentinos. O país sul-americano teve que se retirar após pouco mais de dois meses de confrontos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado