Publicado 22/08/2026 05:50

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha visita a Ucrânia em meio à intensificação dos ataques russos

21 de agosto de 2026, Polônia, Przemysl: O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, embarca em um trem na estação ferroviária de Przemysl a caminho da Ucrânia. Foto: Michael Fischer/dpa
Michael Fischer/dpa

O ataque ao shopping center de Krivoi Rog já deixou 16 mortos, mas o incêndio está sob controle, segundo Zelenski

KIEV, 22 ago. (DPA/EP) -

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, chegou neste sábado a Kiev em plena comemoração do 35º aniversário da independência da Ucrânia e antes da reunião, na próxima segunda-feira na capital ucraniana, dos países que lideram a chamada Coalizão de Voluntários em apoio durante a guerra com a Rússia, da qual Berlim faz parte.

Wadephul chega também em meio a uma nova intensificação dos ataques russos, um dos quais atingiu na sexta-feira um shopping center em Krivoi Rog, com um balanço ainda provisório de 16 mortos, 130 feridos e um forte incêndio que já está sob controle, conforme informou neste sábado o presidente do país, Volodimir Zelenski.

Wadephul, logo ao chegar à capital ucraniana, condenou a escalada de ataques com drones e mísseis por parte da Rússia, acusando Moscou de “assassinato indiscriminado de civis” e de destruição deliberada da infraestrutura energética.

A visita também ocorre dias depois que 16 pessoas morreram em ataques com mísseis russos contra a capital ucraniana.

Na opinião do ministro das Relações Exteriores alemão, a Rússia está tentando destruir os meios de subsistência da população ucraniana e quebrar sua vontade de resistir. “Nunca antes a Rússia havia disparado tantos mísseis contra seu país vizinho”, afirmou Wadephul.

“Vemos o sofrimento, vemos como esse país tem lutado e continuaremos apoiando-o. Estamos do lado da Ucrânia, que vai vencer esse confronto militar”, assegurou.

O ministro das Relações Exteriores alemão prometeu mais apoio à Ucrânia enquanto ela se prepara para o quinto inverno de guerra desde a invasão da Rússia em fevereiro de 2022, e são esperados novos ataques à sua infraestrutura energética.

“Nenhum país investe tanto em apoio militar e financeiro à Ucrânia quanto a Alemanha”, declarou Wadephul, expressando sua esperança de que a Rússia possa sentar-se à mesa de negociações, mesmo que os esforços diplomáticos tenham estagnado nos últimos meses.

Esta é a quarta visita de Wadephul à Ucrânia desde que assumiu o cargo, há 16 meses. Ela não foi anunciada publicamente com antecedência por motivos de segurança, como é habitual. Sua agenda em Kiev também não foi divulgada, mas, até o momento, ele já visitou, ao lado de seu homólogo ucraniano, Andrii Sybiha, o monumento aos ucranianos mortos no conflito na praça Maidan.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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