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MADRID 9 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Comunicações do Brasil, Juscelino Filho, renunciou ao cargo depois que o Ministério Público do país apresentou uma acusação contra ele na terça-feira por corrupção e fraude em concessões públicas, crimes que ele supostamente cometeu em 2021, antes de sua nomeação para fazer parte do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"A decisão de sair agora é também um gesto de respeito ao governo e ao povo brasileiro. Preciso me dedicar à minha defesa com serenidade e firmeza, pois sei que a verdade prevalecerá. As acusações contra mim são infundadas, e tenho plena confiança de que as instituições de nosso país, especialmente o Supremo Tribunal Federal, deixarão isso claro", disse ele em uma carta aberta divulgada pela Agência Brasil.
Na carta, no entanto, ele garantiu que está deixando "o Ministério de cabeça erguida e com a sensação de dever cumprido", destacando suas conquistas à frente da pasta. "O Brasil está em um patamar diferente", defendeu.
O agora ex-ministro pediu demissão a pedido do presidente brasileiro, segundo a assessoria de imprensa da Presidência da República. De acordo com a assessoria de imprensa, Lula ligou para Filho e pediu que ele pedisse demissão, para que pudesse realizar sua ampla defesa fora do Poder Executivo.
Essa é a primeira acusação de corrupção contra um membro do governo Lula desde o início de seu mandato, em janeiro de 2023. De acordo com a investigação, Filho estava envolvido em um esquema de desvio de dinheiro público para a cidade de Vitorino Freire, no Maranhão, onde sua irmã era prefeita, em troca de propinas.
O dinheiro teria sido enviado a uma empresa responsável pela pavimentação de ruas e estradas no município de Vitorino Freire. A investigação policial sugere que Filho orientou o empresário que se beneficiou das obras a contratar uma empresa de consultoria ligada ao gabinete do prefeito para facilitar a fraude.
Filho é um dos ministros dos partidos de direita que estão no governo depois que Lula teve que recorrer a eles para derrotar Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2022.
A investigação policial remonta a junho de 2024. Naquela época, Lula já havia considerado a possibilidade de demitir Filho, que já havia se envolvido em outra polêmica em 2023 por supostamente usar dinheiro público para viajar por motivos pessoais.
No entanto, ele finalmente optou por esperar até que a queixa policial fosse admitida pelo Ministério Público ou pelo Supremo Tribunal Federal, que agora terá que considerar se deve ou não indiciar Filho.
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