Publicado 03/05/2025 00:33

O Ministro da Justiça garante que o mandado de prisão contra Evo Morales por tráfico de pessoas "ainda está em vigor".

Archivo - 7 de novembro de 2020, Buenos Aires, Argentina: EVO MORALES, presidente da Bolívia, dá uma coletiva de imprensa de despedida para agradecer e se despedir da Argentina, país onde está em exílio político desde 11 de novembro de 2019. Na segunda-fe
Europa Press/Contacto/Paula Acunzo - Arquivo

MADRID 3 maio (EUROPA PRESS) -

O ministro da Justiça da Bolívia, César Siles, disse na sexta-feira que o mandado de prisão contra o ex-presidente Evo Morales por tráfico de pessoas "continua em vigor" depois que um juiz da cidade de Santa Cruz o anulou na quarta-feira.

"Não apenas o mandado (de prisão), mas o processo, as acusações, a jurisdição de Tarija e a plena competência do juiz continuam em vigor (...). A decisão assume claramente que, como medida cautelar, qualquer decisão emitida pelo juiz Moreno será suspensa", explicou Siles em declarações relatadas pela Agência Boliviana de Informação (Agencia Boliviana de Información).

Com essas palavras, o ministro da Justiça contradiz a decisão tomada no meio da semana pela juíza Lilian Moreno, que anulou a acusação e o mandado de prisão contra Morales, transferindo o processo para Cochabamba, um bastião político e social onde ele tem o apoio incondicional de dezenas de organizações sindicais e camponesas.

"De acordo com o artigo 34 do CPCo (Código de Processo Penal), como medida cautelar, é ordenada a suspensão temporária da execução de qualquer decisão adotada, até que a presente reclamação seja resolvida de acordo com a Ordem Constitucional Plurinacional nº 0047/2022 de 10 de agosto de 2022", dizia a decisão, saudada pelo ex-presidente como um símbolo de justiça "depois de muito tempo".

A medida foi, no entanto, questionada pelo presidente da Suprema Corte de Justiça da Bolívia, Romer Saucedo: "Não compartilhamos a posição de juízes que permitem que cidadãos processados por pedofilia façam pouco da justiça. Primeiro, nossas crianças", disse ele em seu perfil na rede social X.

Na mesma linha, o presidente do Conselho da Magistratura, Manuel Baptista, anunciou a abertura de uma investigação contra o juiz Moreno, afirmando que o órgão "será categórico quando uma autoridade jurisdicional fugir ao cumprimento da lei".

A anulação ocorreu depois que a promotoria da cidade de Tarija acusou formalmente Morales em dezembro de 2024. O ex-presidente boliviano se recusou a testemunhar no caso, então a promotora, Sandra Gutiérrez, emitiu um mandado de prisão contra ele.

De acordo com a acusação, Morales é acusado de tráfico humano agravado por supostos atos que cometeu em 2015 - quando era presidente do país - por ter um relacionamento com uma menina de 15 anos que deu à luz uma menina.

Embora Morales pretenda participar das eleições, o Tribunal Constitucional da Bolívia o desqualificou para participar, pois a presidência do país só pode ser exercida por dois mandatos, contínuos ou não.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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