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MADRID 7 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Justiça da Colômbia, Jorge Iván Cuervo, apresentou nesta segunda-feira sua renúncia ao cargo, afirmando fazê-lo “feliz” por ter trabalhado por uma sociedade “mais justa e inclusiva”, apenas algumas horas depois de ter questionado algumas das decisões tomadas no âmbito da estratégia de ‘paz total’ do presidente cessante, Gustavo Petro.
“Apresentei minha renúncia ao cargo de ministro da Justiça e do Direito. Ao senhor presidente, minha gratidão por ter me permitido servir ao país a partir do Ministério da Justiça”, anunciou Cuervo em uma mensagem publicada nas redes sociais, na qual afirmou que se despede “feliz por ter podido trabalhar por uma sociedade mais justa e inclusiva”.
Foi nesta mesma segunda-feira que o chefe cessante da pasta da Justiça considerou, em declarações à imprensa, que “não foi correto” conceder o “status de negociação política” às dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
“O Conselho de Estado reafirmou isso em uma decisão na semana passada, pois isso violou o acordo de paz. Ter concedido status político aos dissidentes das FARC não foi uma boa decisão; isso gerou muitos problemas”, acrescentou Cuervo.
Questionado sobre se considera que a lei da “paz total” fracassou como política, o ex-ministro sustentou que “seria preciso analisar caso a caso”. Em seguida, ele citou o exemplo da guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN), lembrando que já se passaram “mais de dois anos” desde que as negociações foram interrompidas porque, segundo ele, o governo percebeu “muito rapidamente” que “não havia vontade de paz por parte deles”.
Vale lembrar que, atualmente, a mesa de negociações com o ELN está suspensa depois que Petro se retirou no início de 2025 em protesto contra a violência atribuída a essa guerrilha em sua disputa com as dissidências das FARC pelo controle da conturbada região do Catatumbo, o que deixou dezenas de mortos e milhares de deslocados.
O próprio Iván Cepeda, candidato do partido governista que disputou a presidência da Casa de Nariño nas últimas eleições presidenciais — nas quais Abelardo de la Espriella foi eleito —, já havia proposto, antes do segundo turno realizado em 21 de junho, a revisão das políticas de paz, admitindo a existência de “lacunas, equívocos e erros” que, em sua opinião, deveriam ser avaliados.
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