MINISTERIO DE JUSTICIA DE COLOMBIA EN X
Montealegre para Petro: "No palácio há traidores à espreita com punhais perigosos".
MADRID, 24 out. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Justiça da Colômbia, Eduardo Montealegre, renunciou ao cargo na sexta-feira, alegando que a única razão para sua renúncia é a absolvição em segunda instância do ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010) dos crimes de suborno de testemunhas e fraude processual.
"Uma única razão motiva minha retirada: a profunda indignação com o precaricato incorrido pelo Tribunal (Superior) de Bogotá ao absolver (um) criminoso de guerra, um corrupto: Álvaro Uribe. (...) Como vítima de Uribe, devo retomar o exercício de meus direitos para evitar que seus atos permaneçam impunes", diz uma carta enviada ao presidente do país latino-americano, Gustavo Petro.
Montealegre argumentou que seu dever "implica" recorrer a tribunais internacionais "para clamar pelo fim de sua violência sistemática contra o povo humilde e trabalhador", pois considera "previsível" que a Suprema Corte confirme a absolvição porque, segundo ele, é "cooptada pelo executor da justiça que no passado a ultrajou e esmagou".
Para ele, também está "claro" que a Procuradoria Geral da República não o acusou de crimes contra a humanidade pelos massacres de La Granja e El Aro (1996 e 1997, respectivamente), "nem pelos vínculos dele e de sua família com o paramilitarismo". "Uribe é o senhor da justiça, e a justiça, como um escravo, se curva submissa diante de seu imenso poder. Eu não farei isso", afirmou.
Por outro lado, o ministro agradeceu a Petro pela confiança que depositou nele ao nomeá-lo ministro e ofereceu sua "modesta colaboração para continuar a luta que empreendeu pela transformação da Colômbia". Ele garantiu que o presidente é um "homem ético", mas afirmou que "muitos de seus funcionários não são". "Tomem cuidado: há traidores à espreita no palácio com punhais perigosos", concluiu.
No entanto, Montealegre está enfrentando vários processos disciplinares iniciados pelo procurador-geral, Gregorio Eljach, contra quem ele também fez acusações em sua carta a Petro, acusando-o de pertencer à "classe política mais corrupta da Colômbia" e de proteger Uribe. Nesse sentido, ele o descreveu como "um funcionário obscuro".
Nas últimas semanas, a Procuradoria Geral abriu duas investigações contra o ministro, uma delas devido a uma denúncia de Uribe que o acusa de promover mensagens de ódio e informações falsas em meio ao processo judicial contra ele.
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