Publicado 20/03/2026 00:05

O ministro da Fazenda do Brasil, Haddad, deixa o cargo para concorrer ao cargo de governador de São Paulo

Um dos políticos mais destacados do Partido dos Trabalhadores de Lula chegará às eleições com três derrotas no currículo, a última delas no próprio estado de São Paulo

Lula anuncia que Dario Durigan será seu sucessor no cargo

Archivo - Arquivo - BRASÍLIA, 14 de agosto de 2025  -- O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (à direita) cumprimenta o ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, durante a cerimônia de lançamento da iniciativa “Brasil Soberano” em Brasíli
Europa Press/Contacto/Lucio Tavora - Arquivo

Um dos políticos mais destacados do Partido dos Trabalhadores de Lula chegará às eleições com três derrotas no currículo, a última delas no próprio estado de São Paulo

Lula anuncia que Dario Durigan será seu sucessor no cargo

MADRID, 20 mar. (EUROPA PRESS) -

O ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, que é uma das principais figuras da esquerda brasileira e um dos principais adversários internos do presidente do país, Luiz Inácio Lula da Silva, deixou oficialmente o cargo no governo, como havia anunciado em dezembro, e anunciou sua pré-candidatura ao governo de São Paulo.

“A vitória política é sempre possível. Basta apresentar-se com uma imagem limpa, com um bom projeto, para despertar a consciência das pessoas. Devemos isso a São Paulo. O estado precisa despertar”, afirmou em declarações coletadas pelo jornal 'Folha' em um evento ao lado de Lula, realizado na sede do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, cidade natal do presidente, localizada no estado que Haddad aspira governar.

Na corrida eleitoral, que culminará com a realização das eleições gerais em 4 de outubro de 2026, ele enfrentará o republicano (direita) Tarcísio de Freitas, que buscará a reeleição. Haddad, além disso, chega a estas eleições após ter perdido as eleições de 2016 para a prefeitura de São Paulo, de 2018 para a Presidência da República e de 2022 para o próprio governo de São Paulo.

De fato, quando anunciou que deixaria o Ministério da Fazenda em fevereiro, afirmou que o faria para “colaborar com a campanha do presidente Lula”, em um aparente esforço para evitar a possibilidade de perder novamente uma eleição.

“Todos nós já sofremos derrotas. (Mas) a maneira correta de disputar uma eleição é se candidatar com a intenção de vencer, sabendo de que lado você estará, por quem você lutará”, afirmou o até então ministro da Fazenda em uma intervenção na qual defendeu sua decisão também com humor: “Quando vejo gente dizendo que Haddad vai fazer um sacrifício, é porque essa pessoa nunca tomou uma cerveja comigo”, brincou.

Nesse sentido, o presidente brasileiro quis elogiar seu companheiro de partido, alegando que sua capacidade de diálogo com o Congresso Nacional foi “acima da média” durante sua gestão como ministro. De fato, mantendo o tom jocoso, Lula garantiu que, se o ministro fosse técnico de futebol, sua porcentagem de vitórias teria ultrapassado os 80%.

Por outro lado, o até então titular da Fazenda será sucedido no cargo por Dario Durigan, a quem o presidente brasileiro parabenizou no mesmo evento, onde, de maneira informal, anunciou sua nomeação.

A decisão de Haddad, que tem sido considerado nos últimos meses como possível chefe de gabinete de Lula caso o presidente seja reeleito, consolida a posição deste na liderança do Partido dos Trabalhadores (PT) a pouco mais de meio ano da realização das eleições gerais, nas quais os brasileiros escolherão presidente, vice-presidente, deputados, senadores, governadores, vice-governadores e as assembleias legislativas de todas as unidades federativas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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