Publicado 14/02/2025 03:36

Ministro da Fazenda do Brasil diz que "não há razão para temer" as tarifas de Trump

Archivo - Arquivo - 5 de julho de 2024, São Paulo, São Paulo, Brasil: São Paulo (SP), 05/07/2024 - LULA/PRESIDENTE/OSASCO/SP - O Ministro da Economia, Fernando Haddad, participa da cerimônia de inauguração do novo prédio acadêmico e administrativo da Paul
Europa Press/Contacto/Andre Ribeiro - Arquivo

MADRID 14 fev. (EUROPA PRESS) -

O ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira que "não há razão" para temer depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que aplicará tarifas recíprocas aos parceiros comerciais para igualar os impostos enfrentados pelos produtos americanos nos mercados estrangeiros.

"O saldo é um superávit para os Estados Unidos, considerando bens e serviços. Do lado dos bens, está equilibrado, praticamente equilibrado. Não há motivo para temermos. Não há nenhum parceiro que esteja importando muito do Brasil e exportando pouco, é o contrário", disse ele em entrevista à Agência Brasil.

Haddad indicou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva avaliará "com cautela" todas as medidas anunciadas nesse sentido pela administração Trump. Ele disse que o governo brasileiro não vai "responder a nenhum sinal", mas vai esperar para ver o que "é concreto, efetivo".

"Nesse meio tempo, a área econômica está fazendo um balanço das nossas relações comerciais para que a reciprocidade seja um princípio observado pelos dois países", disse.

O Ministro da Fazenda tentou transmitir uma mensagem de calma depois que o ocupante da Casa Branca ordenou que se estudasse a imposição, no mínimo em abril, de tarifas recíprocas sobre os parceiros comerciais da maior economia do mundo, com o objetivo de igualar os impostos cobrados dos produtos americanos nos mercados estrangeiros.

O jornal brasileiro "Folha de São Paulo" noticiou no início desta semana que o governo do país sul-americano está considerando a imposição de impostos sobre as empresas de tecnologia dos EUA, tendo em vista a entrada em vigor das tarifas de 25% sobre as importações de alumínio e aço, uma medida que poderia afetar as principais empresas de tecnologia, como Amazon, Facebook, Meta e Spotify.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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