Publicado 12/08/2025 02:29

O ministro da Fazenda do Brasil culpa Eduardo Bolsonaro pelo cancelamento de sua reunião com os EUA

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro nega que tenha intervindo, mas diz que a conversa foi "inútil".

Archivo - May 24, 2024, Sao Paulo, Sao Paulo, Brasil: Sao Paulo (SP), 05/24/2024 - GUILHERME BOULOS/HADDAD/MARIANA SILVA/POLITICA/SP- Pre-candidate for mayor of Sao Paulo Guilherme Boulos, meets with Minister Fernando Haddad and Minister Marina Silva to d
Europa Press/Contacto/Andre Ribeiro - Arquivo

MADRID, 12 ago. (EUROPA PRESS) -

O ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, disse na segunda-feira que os Estados Unidos cancelaram sua reunião com o secretário do Tesouro, Scott Bessent, que estava programada para quarta-feira e na qual eles iriam discutir as tarifas impostas por Washington sobre as importações brasileiras, e acusou a extrema direita e, em particular, o deputado Eduardo Bolsonaro por isso.

"A militância antidiplomática dessas forças de extrema direita que colaboram com a Casa Branca soube da minha conversa porque eu anunciei publicamente que me reuniria com Bessent na quarta-feira", disse Haddad em uma entrevista para o canal brasileiro Globo, na qual afirmou que "eles trabalharam com alguns assessores do presidente (Donald) Trump e a reunião com ele, que deveria ser virtual na quarta-feira, foi cancelada".

Nesse sentido, ele argumentou que a situação do Brasil é diferente da de outros países em termos de negociações tarifárias, porque "há uma força política com sua própria voz na vida pública e que está exercendo uma espécie de antidiplomacia", antes de apontar para o deputado Eduardo Bolsonaro, sob investigação por supostamente incitar Washington a tomar medidas contra o governo brasileiro e a Suprema Corte.

"É impossível não ligar uma coisa à outra. Porque nesse tipo de coisa não existe coincidência", defendeu-se, indicando que "até tentamos com o gabinete do secretário do Tesouro remarcar a reunião", sem que nenhuma solução fosse encontrada.

EDUARDO BOLSONARO NEGA, MAS DIZ QUE ISSO SERIA "INÚTIL".

Por sua vez, o deputado brasileiro respondeu por meio de um comunicado publicado no X pelo jornalista Paulo Figueiredo, assegurando que não tem "nenhum controle sobre a agenda" de Bessent, a quem descreveu como "um profissional admirável, que cumpre as diretrizes determinadas pelo presidente e preserva única e exclusivamente os interesses do povo americano".

Da mesma forma, o filho de Jair Bolsonaro afirmou que "Haddad prefere culpar terceiros por sua própria incompetência, enquanto (o presidente brasileiro Luiz Inácio) Lula (da Silva) só fala bobagem e agrava a crise diplomática", afirmando que, "enquanto o Brasil não abordar" os argumentos de Trump para impor altas tarifas ao Brasil, "qualquer reunião será mera encenação e, portanto, inútil".

Em vez disso, Bolsonaro e Figueiredo anunciaram que, no mesmo dia em que a conversa entre Haddad e Bessent foi agendada, eles irão novamente "viajar para Washington para realizar uma série de reuniões com autoridades americanas, porque estamos mantendo nossas portas abertas". "Talvez Lula também os tivesse se, em vez de proteger seu próprio regime e fazer alardes ideológicos, colocasse a diplomacia e o interesse nacional em primeiro lugar", acrescentaram.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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