Publicado 08/04/2026 08:30

O ministro da Defesa defende suas operações contra “Calarcá”, apesar de a ordem de prisão contra ele ter sido suspensa

Archivo - Arquivo - 27 de janeiro de 2026, Bogotá, Bogotá D.C., Colômbia: O ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, fala sobre as tensões tarifárias entre a Colômbia e o Equador em 27 de janeiro de 2026, em Bogotá, Colômbia.
Europa Press/Contacto/Sebastian Barros - Arquivo

MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -

O ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, defendeu a “total autonomia” das forças de segurança do país e reiterou que elas continuarão com suas operações contra os dissidentes, como Alexander Díaz Mendoza, conhecido como “Calarcá”, apesar de sua ordem de prisão continuar suspensa.

“A mensagem é clara: a justiça deve operar com total autonomia, e nós, como força pública, com total firmeza contra os criminosos”, afirmou Sánchez durante uma sessão de controle no Congresso, depois que o Ministério Público anunciou sua intenção de indiciar ‘Calarcá’, apesar de sua prisão continuar suspensa.

Em alusão aos argumentos da procuradora-geral, Luz Adriana Camargo, para persuadir o presidente colombiano, Gustavo Petro, da necessidade de reativar a ordem de prisão, Sánchez destacou que cabe ao governo avaliá-los, mas as forças de segurança têm o mandato de “atacar com total contundência”.

“Não há nenhum cessar-fogo”, ressaltou Sánchez, que explicou que a medida de clemência do governo concedida ao líder das dissidências do Estado-Maior dos Blocos e Frentes (EMBF) por participar da mesa de diálogo não se aplica caso ele seja flagrado cometendo um crime.

“Se o mandado de prisão for revogado, o que é uma decisão que caberá ao Governo Nacional, agiremos com total contundência contra os criminosos”, destacou o ministro da Defesa colombiano.

Nas últimas horas, Camargo concedeu uma entrevista à Caracol Radio na qual insistiu na necessidade de reativar o mandado de prisão contra ‘Calarcá’, uma vez que existem provas de sua ligação com diversos crimes, entre eles o assassinato, o que difere da postura de um porta-voz em uma mesa de diálogo com o governo.

A procuradora-geral adiantou que, enquanto aguardam uma decisão de Petro, a ideia é já acusar formalmente ‘Calarcá’ por crimes contra a humanidade.

O EMBF é composto por três estruturas, entre elas o bloco Jorge Briceño, liderado por 'Calarcá', considerado o líder máximo dessas dissidências, que nada mais são do que uma cisão do Estado-Maior Central (EMC) das FARC, comandado por Néstor Vera Fernández, conhecido como 'Iván Mordisco'.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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