Publicado 11/02/2025 12:13

O ministro da Defesa defende o perdão para os envolvidos, em menor escala, no ataque às instituições

Archivo - Arquivo - Apoiadores de Jair Bolsonaro durante ataques ao Congresso do Brasil em janeiro de 2023 (arquivo).
MARCELO CAMARGO / XINHUA NEWS / CONTACTOPHOTO

MADRID 11 fev. (EUROPA PRESS) -

O Ministro da Defesa do Brasil, José Múcio, defendeu o perdão para aqueles que participaram em menor escala dos ataques às instituições em 8 de janeiro de 2023, a fim de ajudar a "pacificar o país", enquanto elogiava o papel das Forças Armadas naquele dia.

Múcio acredita que é essencial que o sistema judiciário imponha sentenças diferentes de acordo com o grau de responsabilidade daqueles que participaram dos ataques naquele dia, embora estejam confiantes de que todos os membros das forças armadas envolvidos serão devidamente identificados e punidos.

Com relação ao papel desempenhado pelas forças armadas em 8 de janeiro de 2023, Múcio enfatizou em uma entrevista para a TV Cultura que foi graças a elas que um golpe de Estado pôde ser evitado.

"A direita estava muito irritada porque os militares não aderiram ao golpe, e a esquerda estava irritada porque acreditava que os militares haviam criado o golpe. Na verdade, devemos a eles o fato de não ter havido golpe naquele dia", disse ele.

Em outra nota, Múcio, que expressou seu desejo de deixar o cargo até o final de 2024, disse que concordou em continuar depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe pediu "como amigo" para continuar. "Houve alguns desafios" e ele e os comandantes não queriam "mais problemas".

Ele também revelou que, após a vitória de Lula nas eleições presidenciais de 2022, recorreu ao ex-presidente Jair Bolsonaro para se aproximar dos então comandantes das Forças Armadas, graças ao "relacionamento muito bom" que "sempre" mantiveram. "Ele tem sido meu parceiro há muitos anos", disse ele, referindo-se ao passado militar compartilhado.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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