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O governo ucraniano confirma que os drones eram seus, mas denuncia que a Rússia desviou sua rota por meio de interferências
MADRID, 10 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro da Defesa da Letônia, Andris Spruds, apresentou neste domingo sua renúncia após a queda, nesta semana, de dois drones ucranianos — desviados, segundo Kiev, por uma interferência eletrônica russa — contra quatro tanques vazios de combustível no interior do país.
Spruds, em coletiva de imprensa, explicou que pretende, com sua renúncia, limpar o nome das Forças Armadas e impedir que o incidente assuma uma dimensão política interna e seja usado para atacar seu Partido Progressista, parceiro minoritário na coalizão do governo da primeira-ministra, Evika Silina.
“Renunciei porque nossas Forças Armadas e as capacidades de defesa do país são mais importantes do que o cargo de qualquer ministro e do que os interesses de qualquer partido”, anunciou Spruds a esse respeito.
Em suas redes sociais, a primeira-ministra confirmou que aceitou a renúncia do ministro da Defesa porque o incidente “demonstrou claramente que a liderança política do setor de defesa não foi capaz de cumprir a promessa de céus seguros sobre nosso país”.
O coronel do Exército letão Raivis Melnis assumirá com efeito imediato o cargo deixado por Spruds, anunciou a primeira-ministra.
Ao mesmo tempo, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andri Sibiga, confirmou à sua homóloga letã que as investigações sobre o incidente concluíram que o impacto dos drones foi resultado da “guerra eletrônica russa”, ao “desviar deliberadamente drones ucranianos de seus alvos na Rússia”.
“Reafirmei a disposição da Ucrânia de trabalhar em conjunto com as nações bálticas e a Finlândia para prevenir tais incidentes, incluindo a participação direta de nossos especialistas”, acrescentou o ministro ucraniano.
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