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MADRID 10 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, manifestou nesta quinta-feira seu reconhecimento ao recém-eleito presidente de seu país, Abelardo de la Espriella, como ocupante da Casa de Nariño a partir do próximo dia 7 de agosto, ressaltando que seu ministério respeitará a decisão do eleitorado colombiano nas urnas.
“As autoridades eleitorais já determinaram quem é o presidente da Colômbia a partir de 7 de agosto de 2026”, afirmou o ministro em uma coletiva de imprensa, na qual acrescentou que “também está claro quem é o atual presidente até 6 de agosto”, após destacar que “as eleições foram realizadas com total segurança”.
Dessa forma, Sánchez afirmou que as forças de segurança colombianas permanecerão como “guardiãs da democracia” e respeitarão o processo de transição, sempre “fielmente” à Constituição e à lei. “Trata-se apenas de cumprir o que o senhor presidente determinar dentro de suas competências legais e de acordo com a Constituição e a lei até 6 de agosto, e cumprir as ordens de acordo com as competências legais e em conformidade com a Constituição e a lei do novo presidente”, sustentou.
Assegurando que as forças de segurança “manterão sempre sua neutralidade política”, o ministro quis enviar uma mensagem à população, instando-a a estar “à altura” diante da transição de governo, de modo que “surjam argumentos e não insultos”.
As palavras de Sánchez surgem poucos dias depois de De la Espriella ter ordenado a seu vice-presidente, José Manuel Restrepo, a suspensão “imediata” do processo de transição com o “governo corrupto” de Gustavo Petro.
Por sua vez, o governo de Petro anunciou também a suspensão de sua participação no processo devido às constantes faltas de respeito institucional — como defendeu na ocasião — que vêm sendo cometidas pela delegação enviada por De la Espriella.
Nesse contexto, Petro afirmou na ocasião que o processo de transição continua “diante do povo”, descartando qualquer intenção de se perpetuar no poder, ao contrário do que seus rivais políticos vêm afirmando nos últimos tempos.
“Reconheço o povo de verdade que votou em Abelardo e o respeito”, disse Petro, que previu que o que está chegando à Colômbia “é o fascismo”, ao qual “não se lida, mas se derrota”, e ao mundo “o maior ataque à democracia”.
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