FUERZAS ARMADAS DE PERÚ - Arquivo
MADRID, 17 ago. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Defesa do Peru, Rafael Belaúnde Llosa, afirmou que as Forças Armadas passarão a assumir o controle perimetral dos centros penitenciários do país e a vigiar as fronteiras no âmbito da luta contra a “insegurança cidadã”, pelo que “não terão mais um papel meramente decorativo”.
Assim, ele explicou que isso inclui a implantação de sistemas de vigilância para garantir a segurança, o que abrange o uso de drones nas prisões. “As Forças Armadas não terão um papel, digamos, decorativo, nem ficarão acompanhando a Polícia sem poder fazer nada. Portanto, há ações concretas que vamos realizar: assumiremos o controle perimetral das prisões, onde teremos um contingente para controlar a entrada de tudo, inclusive do pessoal do Instituto Nacional Penitenciário do Peru (INPE)”, declarou.
“Tudo passará por esse controle; teremos equipamentos de varredura, detectores de metais e nossos próprios sistemas para bloquear sinais de celular”, destacou, segundo informações da emissora de rádio RPP.
Além disso, ele explicou que o marco legal vigente é “quase proibitivo” para prender e expulsar do país cidadãos estrangeiros sem documentos ligados a atividades ilícitas, “razão pela qual o governo de Keiko Fujimori incluirá, no pedido de poderes legislativos, a alteração das normas para agilizar esses processos”.
“Vamos solicitar várias alterações, como a forma de classificar os grupos hostis. O que é um grupo hostil? Se a gente for até a fronteira com o Equador, por exemplo: ‘Los Choneros’ é essa organização criminosa; no Equador, eles são considerados um grupo hostil; no lado peruano, são uma organização criminosa. Hoje, o marco legal é quase proibitivo para capturá-los e expulsá-los do Peru”, alertou.
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