Publicado 13/09/2026 17:26

O ministro da Cultura de Israel pede que seja retirada a cidadania dos autores de um documentário sobre as mortes em Gaza

12 de setembro de 2026, Itália, Veneza: Os diretores israelenses Rachel Szor (à esquerda) e Yuval Abraham seguram o Prêmio Especial do Júri pelo filme “NAZA” durante a cerimônia de encerramento da 83ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza.
Manuele Mangiarotti/IPA via ZUMA / DPA

MADRID 13 set. (EUROPA PRESS) -

O ministro da Cultura de Israel, Miki Zohar, pediu neste domingo que Yuval Abraham e Rachel Szor tenham sua cidadania revogada por “traição”, devido ao documentário premiado “NAZA”, que trata do uso da inteligência artificial pelo Exército israelense para matar civis na Faixa de Gaza.

“O ódio ardente que os produtores nutrem por si mesmos, que querem prejudicar sua pátria para receber os aplausos dos antissemitas do mundo todo, é inconcebível e constitui uma traição ao país”, afirmou Zohar em um comunicado.

Por isso, “como ministro da Cultura, vou agir imediatamente para revogar a cidadania israelense desses diretores desprezíveis por traírem o país”, acrescentou.

“NAZA” conquistou o Prêmio Especial do Júri do Festival Internacional de Cinema de Veneza na 83ª edição deste prestigioso festival de cinema. Seu título faz referência à sigla eufemística que os serviços de inteligência israelenses utilizam para indicar o número de civis que se espera que morram em um ataque aéreo.

Abraham e Szor já co-dirigiram, ao lado dos palestinos Basel Adra e Hamdan Ballal, o filme ‘No Other Land’ (2024), que ganhou o Oscar de melhor longa-metragem documentário.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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