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MADRID 17 fev. (EUROPA PRESS) -
A ministra francesa da Cultura, Rachida Dati, visitou na segunda-feira El Aaiún, localizado na área do Saara Ocidental controlada pelo Marrocos, um novo passo que reafirma a posição de Paris sobre o plano de autonomia apresentado por Rabat como "a única base para alcançar uma solução política justa" para o conflito.
"É um momento simbólico, histórico e um compromisso por escrito: o presente e o futuro dessa região estão sob a soberania marroquina e isso é indiscutível", destacou o ministro em declarações à imprensa divulgadas pelo canal de televisão 2M.
Dati, que também viajará para Dakhla, fez uma primeira parada na cidade de Tarfaya, acompanhada por uma grande delegação liderada por seu homólogo marroquino, Mehdi Bensaid, que lhe mostrou os restos arqueológicos de Casamar e o Museu Saint-Exupéry.
A ministra francesa chegou a Rabat no domingo com o objetivo de implementar um "roteiro" com o Marrocos no campo cultural, em meio a um aumento nas relações bilaterais desde que o presidente francês Emmanuel Macron realizou uma visita de estado em outubro para endossar o plano de autonomia para o Saara.
A antiga colônia espanhola do Saara Ocidental foi ocupada pelo Marrocos em 1975, apesar da resistência da Frente Polisário, com a qual o país esteve em guerra até 1991, quando os dois lados assinaram um cessar-fogo com o objetivo de realizar um referendo sobre autodeterminação. As diferenças sobre como o censo deve ser elaborado e se deve ou não incluir os colonos marroquinos impediram até agora a realização do referendo.
O mais recente revés para o povo saarauí foi o apoio dos governos espanhol e francês ao plano de autonomia marroquino, uma mudança de posição descrita como uma traição pela Frente Polisario, que também lembra que a Espanha ainda é "de jure" a potência administradora do Saara Ocidental.
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