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MADRID 22 jul. (EUROPA PRESS) -
A justiça francesa decidiu nesta terça-feira que a ministra da Cultura da França e pré-candidata a prefeita de Paris, Rachida Dati, e o ex-presidente da Renault-Nissan, Carlos Gohn, serão julgados por corrupção e tráfico de influência.
Os juízes de investigação de Paris encaminharam os dois réus a um tribunal criminal. Uma primeira audiência está marcada para 29 de setembro, quando as partes discutirão a data do julgamento, de acordo com fontes judiciais consultadas pela BFM TV.
Os dois réus negaram as acusações nesse processo judicial, que começou em Paris há seis anos, ou seja, em 2019. Um dos advogados de Dati, Olivier Pardo, informou que recorrerá dessa decisão.
De acordo com as investigações, Dati recebeu 900 mil euros entre 2010 e 2012 da Renault-Nissan como assessoria jurídica quando era deputada do Parlamento Europeu (2009-2019). Eles também buscam determinar se esse acordo poderia ter sido usado para ocultar atividades de lobby no Parlamento Europeu.
Ghosn, 71 anos, tem um mandado de prisão internacional para o caso desde abril de 2023, mas está no Líbano depois de ter fugido em 2019 do Japão, onde foi preso por desvio de dinheiro.
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