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MADRID 21 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro da agricultura do Japão, Taku Eto, pediu demissão na quarta-feira depois de se gabar de não ter precisado comprar arroz graças à generosidade de seus seguidores, uma declaração que não foi bem recebida em um momento em que o governo liberou reservas de grãos na tentativa de reduzir os preços.
"Não vou comprar arroz. Graças à generosidade de meus apoiadores, tenho tanto em casa que posso vendê-lo", disse ele no domingo, durante um evento de arrecadação de fundos para uma filial do Partido Liberal Democrático, no poder.
Ele é o primeiro ministro do governo de Shigeru Ishiba a deixar o cargo por outros motivos que não a perda da cadeira após as eleições gerais de outubro. Eto admitiu à mídia que era "inapropriado" que ele continuasse no cargo depois desses "comentários extremamente inapropriados".
"Mais uma vez, peço desculpas ao povo", disse Eto, que será substituído por Shinjiro Koizumi, que atuou como ministro do Meio Ambiente de 2019 a 2021, informa a agência de notícias Kyodo.
Ishiba também se desculpou e disse que aceita todas as críticas por não ter demitido Eto antes. A controvérsia também ocorre em um momento em que o primeiro-ministro japonês deve comparecer ao parlamento e às vésperas das eleições para o Senado em julho, que são de vital importância para o governo de coalizão após perder o controle da Câmara dos Deputados.
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