Europa Press/Contacto/Leco Viana, Leco Viana
MADRID 20 set. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, decidiu finalmente não viajar para Nova York, onde pretendia participar da reunião da Assembleia Geral da ONU, depois que as autoridades norte-americanas impuseram restrições ao seu deslocamento para ficar a menos de cinco quarteirões de onde estava hospedado.
"Devido a essas limitações infundadas e arbitrárias à atividade diplomática brasileira, o ministro Alexandre Padilha decidiu não participar das atividades para as quais foi convidado e permanecer no Brasil", disse o Ministério da Saúde brasileiro em um comunicado.
No mês passado, o governo Trump revogou os vistos de Padilha - embora ele não tenha sido diretamente afetado porque já haviam expirado em 2024 - bem como os de sua esposa e filha de 10 anos, como parte de um conjunto mais amplo de restrições impostas aos funcionários do programa Mais Médicos do governo brasileiro.
Para a possível visita à octogésima Assembleia Geral da ONU, o governo Trump finalmente concedeu a ele um visto para entrar no país, mas com severas limitações em seus movimentos. Da mesma forma, todas as pessoas que o acompanhassem estariam sujeitas às mesmas regras.
"A decisão viola o Acordo da Sede da ONU e o direito do Brasil de apresentar suas propostas no mais importante fórum global de saúde das Américas. O país é líder mundial em saúde pública e um dos principais defensores das vacinas, da ciência e da vida", diz a nota do ministério.
Eles também acusam o governo norte-americano de punir o Brasil pelo "que representa" na "luta contra o negacionismo" e contra os "retrocessos na saúde enfrentados pela população norte-americana".
O presidente norte-americano já tomou decisões semelhantes em relação a outras altas autoridades brasileiras, como o juiz Alexandre de Moraes, em resposta ao julgamento do golpe que condenou o ex-presidente Bolsonaro a 27 anos de prisão.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático