Publicado 28/05/2026 08:14

Ministra porta-voz pede que "se deixe a Justiça trabalhar" e defende a "estabilidade" para rejeitar a antecipação das eleições

A ministra da Inclusão, Previdência Social e Migração, Elma Saiz, atende à imprensa em Málaga.
ALEX ZEA/EUROPA PRESS

MÁLAGA 28 maio (EUROPA PRESS) -

A ministra da Inclusão, Previdência Social e Migrações e porta-voz do Governo, Elma Saiz, pediu nesta quinta-feira que “se deixe a Justiça trabalhar”, ao mesmo tempo em que defendeu a “colaboração” com esse sistema e a “estabilidade” como um valor a ser preservado, o que a leva a não ser favorável a um adiantamento da convocação das eleições gerais que ocorreriam no próximo ano de 2027.

Essas são as mensagens que a ministra transmitiu em uma coletiva de imprensa em Málaga, em resposta a perguntas dos jornalistas sobre as investigações judiciais em torno do PSOE que resultaram na acusação, entre outros, da gerente do partido, Ana María Fuentes, e do ex-secretário de Organização, Santos Cerdán, por supostamente terem criado uma trama para obstruir investigações judiciais contra o PSOE.

Nesse contexto, Elma Saiz defendeu a “colaboração com a Justiça” como algo “muito importante”, bem como defendeu que “se deixe a Justiça trabalhar”, e ressaltou que o Governo mantém uma atitude de “tolerância zero com a corrupção” e de “colaboração total com a Justiça”, que é o poder ao qual agora “cabe trabalhar”, conforme ela enfatizou.

Dito isso, a ministra destacou que o governo de Pedro Sánchez “apresentou um plano de combate à corrupção com medidas concretas” e, nesse ponto, indicou que está “muito consciente de que, efetivamente, a cidadania se desliga” e “se afasta da política”, apesar da “importância” que esta tem “para dar resposta aos desafios das pessoas”, conforme ela ressaltou.

“É o momento de colaborar com a Justiça e de respeitar o trabalho da Justiça”, e “isso não é um slogan vazio, é uma realidade”, continuou a ministra, que, ao responder às perguntas dos jornalistas sobre as propostas daqueles que reclamam a antecipação das eleições, quis “valorizar a estabilidade” do atual governo presidido por Pedro Sánchez.

Assim, ela defendeu que a estabilidade “está sendo a ferramenta fundamental para o crescimento” na Espanha, um país que, segundo ela avaliou, “ultrapassou a barreira dos 22,4 milhões de trabalhadores”, e onde, “graças” à “aposta decidida” do governo na “luta contra as mudanças climáticas, 60% do preço da eletricidade provém de energias renováveis”.

A ministra também destacou o “Plano de Ação Social pelo Clima” apresentado “nesta mesma semana” com “mais de 9 bilhões de euros para acompanhar a população, sobretudo os mais vulneráveis, nessa transição ecológica”.

Elma Saiz também se gabou da “política migratória” do Governo da Espanha, que “sem dúvida alguma tem muito a ver com o bom desempenho econômico”, o que se reflete no fato de que este país “está crescendo mais” do que outros de seu “entorno”, conforme destacou para ressaltar que “essa é fundamentalmente a política” que o Executivo está levando adiante “graças à estabilidade e ao trabalho” que vem realizando.

“ROTA” PELO MENOS “ATÉ 2027”

Conforme alertou, o Governo “tem um roteiro muito claro que vai até 2027”, quando ocorreriam as próximas eleições gerais, conforme lembrou a ministra, que avisou que o Executivo vai “trabalhar para que também depois” dessa data continue “contando com a confiança da cidadania”, para que se possa continuar falando de “um país que cresce, no qual as brechas de pobreza são reduzidas" e "no qual se trabalha para melhorar a vida das pessoas, que é o objetivo e o centro das políticas deste Governo", conforme ela proclamou.

A porta-voz comparou a "estabilidade" do Governo da Espanha com a de "outros países" vizinhos, nos quais "não se pode falar dessa estabilidade".

Depois de admitir que “a composição do Congresso dos Deputados é decidida pelos espanhóis” nas eleições, Elma Saiz também destacou que o Governo do PSOE e do Sumar, que não conta com maioria absoluta nas Cortes Gerais, “está buscando, tecendo acordos e maiorias” com diferentes grupos políticos “sempre com o objetivo de melhorar a vida das pessoas”.

Nessa linha, ela descreveu o governo de Pedro Sánchez como “o governo do diálogo” e insistiu na ideia de que é o Executivo que vai “continuar trabalhando com os olhos voltados para 2027 e além, buscando a confiança da cidadania”, com “políticas que fazem a Espanha crescer” com “um bom desempenho econômico, quebrando dogmas”.

“Sabemos administrar a economia com responsabilidade fiscal, mas sem dar um único passo atrás na proteção social”, afirmou também a ministra porta-voz, que, nesse ponto, reivindicou ainda o “pacote de auxílios de 5 bilhões de euros” impulsionado pelo Governo, “o pacote mais importante de toda a União Europeia para responder aos efeitos da guerra”, conforme destacou.

Dessa forma, a porta-voz afirmou que respeita “as declarações dos diferentes líderes políticos”, mas “não concorda” com aquelas que defendem antecipação eleitoral, pois a estabilidade é “a ferramenta fundamental para continuar fazendo política” que dê “resposta aos desafios da cidadania, que não são poucos”, acrescentou Elma Saiz para concluir.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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