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MADRID 25 mar. (EUROPA PRESS) -
A ministra do Turismo italiana, Daniela Santanchè, apresentou sua renúncia nesta quarta-feira em meio ao terremoto político no país após a derrota da primeira-ministra, Giorgia Meloni, no referendo sobre a reforma judicial.
“Não vou esconder certa amargura pelo resultado da minha carreira ministerial, mas na minha vida estou acostumada a pagar minhas próprias contas e, muitas vezes, também as dos outros”, afirmou em sua carta de demissão, dirigida a Meloni, e divulgada pela emissora italiana RAI.
Na carta, ela garante que deixa o cargo a pedido de Meloni. “Não tenho nenhum problema em dizer que obedeço”, expressou, acrescentando ainda que “até o momento” seu histórico criminal é “impecável” e que “nem mesmo houve uma simples acusação”.
A oposição havia apresentado uma moção de censura contra ela na Câmara dos Deputados. Santanche está envolvida em vários processos judiciais por acusações de fraude e falsificação contábil relacionadas às suas atividades empresariais.
A renúncia ocorre poucas horas depois que o subsecretário da Justiça, Andrea Delmastro, renunciou ao cargo por suas supostas ligações com uma empresa ligada ao clã Senese, um dos grupos mais influentes da máfia napolitana, e após o fracasso do referendo sobre a reforma judicial.
Giusi Bartolozzi, chefe de gabinete do ministro da Justiça, Carlo Nordio, também apresentou sua renúncia após se ver envolvida em uma polêmica por afirmar que o Poder Judiciário era um “pelotão de fuzilamento” e incitar os cidadãos a votar no referendo sobre a reforma da Constituição para “se livrar deles”.
Bartolozzi também era alvo de críticas por seu papel na libertação do chefe da Polícia Judiciária da Líbia, Osama al Masri, contra quem pesava um mandado do Tribunal Penal Internacional (TPI) por supostos crimes contra a humanidade.
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