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MADRID 8 jun. (EUROPA PRESS) -
A até então ministra das Relações Exteriores do Equador, Gabriela Sommerfeld, apresentou sua renúncia ao presidente equatoriano, Daniel Noboa, alegando “motivos de saúde e pessoais”, em uma renúncia que ocorre em plena reestruturação do Executivo, após a fusão de vários ministérios para passar de 14 para 10 pastas.
“Durante meu mandato, trabalhei para posicionar o Equador no topo da diplomacia internacional, fortalecendo nossas relações com o mundo, em defesa dos interesses nacionais; com o objetivo de construir um país mais seguro, com maior desenvolvimento e que, finalmente, se traduza na criação de mais empregos e oportunidades para todos”, afirmou Sommerfeld em uma carta publicada nas redes sociais, na qual afirma que renuncia “por motivos pessoais e de saúde”.
Além disso, ele envia uma mensagem de “admiração, respeito, carinho e gratidão” a Noboa, a quem agradece pela confiança depositada para ocupar o cargo e atribui o sucesso em restabelecer a “presença, credibilidade, confiança e prestígio” do Equador no cenário internacional, entre outras conquistas que ele relembra em sua carta de despedida.
Por sua vez, a Presidência do Equador agradeceu, em comunicado próprio, o trabalho de Sommerfeld e confirmou seu sucessor, que será Roberto Kury, até então ministro das Telecomunicações.
Destaca-se sua gestão como ministra, ressaltando que “ela liderou uma política externa focada em fortalecer a presença internacional do Equador, ampliar a cooperação estratégica com países aliados e posicionar a luta do Estado equatoriano contra o crime organizado transnacional”.
“O Governo Nacional deseja-lhe sucesso em seus futuros projetos e agradece sua valiosa contribuição para o fortalecimento das relações internacionais do Equador”, ressalta.
Em seguida, anuncia que Kury ocupará a partir de agora a pasta das Relações Exteriores. “O novo chanceler assumirá a responsabilidade de continuar fortalecendo uma política externa firme, estratégica e alinhada aos interesses nacionais”, indica o comunicado.
Kury vinha exercendo o cargo de ministro das Telecomunicações, embora essa pasta tenha sido afetada pelo plano de redução de ministérios do presidente equatoriano, que passou de 14 para 10, em seus esforços para reduzir os gastos públicos e aumentar a eficiência da administração.
Especificamente, ele fundiu as áreas de economia, infraestrutura e emprego em três megaministérios. Seguindo esse plano, os ministérios de Infraestrutura e Transportes e de Telecomunicações e Sociedade da Informação foram incorporados ao Ministério de Infraestrutura e Tecnologia, com Roberto Luque à frente.
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