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MADRID, 9 abr. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Ciência, Ximena Lincolao, foi agredida nesta quarta-feira ao sair de um evento na Universidade Austral, localizada na cidade de Valdivia, quando, em meio a uma manifestação de estudantes convocada nas imediações do centro, Lincolao recebeu insultos e empurrões.
Enquanto se dirigia para fora da universidade, a ministra da Ciência foi cercada por manifestantes que, segundo a emissora biobiochile, a empurraram e agrediram verbal e fisicamente, além de jogarem água nela, após o que sua equipe de segurança acelerou sua saída até alcançar seu veículo e deixar o local.
Após a divulgação dos fatos, o presidente do Chile, José Antonio Kast, denunciou que Lincolao foi “agredida (...) por um grupo ideologizado que tem apenas um objetivo: silenciar e intimidar”.
“Nosso objetivo é e será recuperar a ordem e a liberdade no Chile”, enfatizou o governante ultraconservador nas redes sociais diante de um grupo de pessoas que, segundo ele, “não buscam dialogar nem melhorar a educação”. “Aos responsáveis por essa agressão, dizemos com toda clareza que esses fatos não ficarão impunes e que cada um terá que arcar com suas ações”, advertiu.
Lincolao, por sua vez, quis afirmar em declarações posteriores a esses fatos que o ocorrido “não vai impedir” nenhum ministro do gabinete de Kast e deixou claro que não tem “medo”.
“Vou continuar indo às universidades (...) Estou aqui com a dedicação absoluta de fazer o melhor trabalho possível. Meu filho e meu marido merecem que eu tenha sucesso neste trabalho. E isso significa sucesso para os chilenos”, afirmou em declarações publicadas pelo jornal ‘La Tercera’.
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