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MADRID 14 jan. (EUROPA PRESS) -
O Ministério Público da Ucrânia acusou nesta quarta-feira a ex-primeira-ministra Yulia Timoshenko pela suposta compra de votos no Parlamento com base em áudios coletados pelo Escritório Nacional Anticorrupção (NABU), o que poderia significar, caso seja declarada culpada, uma pena de prisão de cinco a dez anos.
A porta-voz do Ministério Público, Olga Postoliuk, confirmou a acusação de tentativa de suborno da líder do partido Pátria — uma das forças mais influentes da oposição — e afirmou que “não se tratava de acordos pontuais, mas de (...) pagamentos antecipados e previstos a longo prazo”.
Timoshenko teria oferecido pagamentos de até 10.000 dólares (cerca de 8.585 euros) por mês a deputados do partido Servidor do Povo do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, segundo a imprensa local. “Supunha-se que os parlamentares receberiam instruções sobre como votar e sobre como se abster ou não participar”, afirmou Postoliuk. A NABU detalhou que Timoshenko instruiu vários deputados a votarem a favor da destituição do chefe do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), Vasil Maliuk; e dos então ministros da Defesa, Denis Shmigal, e da Transformação, Mijailo Fedorov; bem como de votar contra estes dois últimos para os seus novos cargos como titulares da Energia e da Defesa, respetivamente.
Timoshenko, primeira-ministra da Ucrânia brevemente em 2005 e depois entre 2007 e 2010, rejeitou as acusações e argumentou que essas gravações não têm nada a ver com ela. “Como sempre, demonstrarei perante o tribunal que as acusações são infundadas. Já o fiz mais de uma vez”, afirmou nas suas redes sociais.
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