Europa Press/Contacto/Volodymyr Tarasov - Arquivo
MADRID 21 ago. (EUROPA PRESS) -
O Ministério Público ucraniano solicitou nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal Anticorrupção a prisão ou o pagamento de uma fiança de 150 milhões de grivnas (2,8 milhões de euros) para a ex-vice-chefe do Gabinete Presidencial, Irina Mudra, detida na operação “Forrest Gump”.
O Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) e o Ministério Público Especializado Anticorrupção (SAPO) informaram nesta semana sobre uma nova trama de lavagem de dinheiro destinada a pagar a fiança de 150 milhões de hryvnias do ex-ministro da Energia Herman Halushchenko, no âmbito do famoso caso “Midas”.
A defesa, por sua vez, solicitou o adiamento de todo o processo devido ao agravamento do estado de saúde de Mudra em consequência dessas acusações. A ex-vice-ministra da Justiça apresentou um quadro de estresse agudo, embora tenha ressaltado que evitou a internação para comparecer a esta primeira audiência.
“Farei todo o possível para colaborar com a investigação e com o tribunal, mas, devido ao meu estado de saúde, peço um tempo para me recuperar e voltar ao estado em que me encontrava”, solicitou Mudra, destituída pelo presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, logo após a notícia ter vindo a público na quarta-feira.
Além disso, a defesa alertou que Mudra não poderá arcar com o pagamento da fiança caso seus bens sejam penhorados em consequência da investigação. “Minha cliente ficará privada até mesmo da possibilidade teórica de vendê-los em um prazo muito curto”, explicou o advogado, segundo informa a agência Ukrinform.
O juiz decidiu, por fim, adiar a audiência para esta segunda-feira, quando tomará uma decisão definitiva. Por outro lado, ele concedeu liberdade sob fiança a outro dos indiciados, o ex-deputado Maksim Mikitas, no valor de 30 milhões de grivnas (cerca de 575 mil euros).
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático