Cecilia Fabiano / Zuma Press / Europa Press / Cont
MADRID 22 maio (EUROPA PRESS) -
O Ministério Público de Roma está analisando as detenções dos ativistas da última frota interceptada pela Marinha de Israel em águas internacionais no Mar Mediterrâneo, quando tentavam chegar à Faixa de Gaza para romper o bloqueio humanitário, como possíveis casos de tortura.
Um total de 50 ativistas da frota foram hospitalizados na cidade turca de Istambul devido a ferimentos sofridos durante sua detenção em Israel, entre eles um cidadão italiano. “Estamos tentando obter informações sobre seu estado de saúde”, indicou a porta-voz italiana da Global Sumud Flotilla, Elena Delia, segundo informou a agência de notícias AdnKronos.
Um dos primeiros a prestar depoimento aos promotores foi o deputado do Movimento Cinco Estrelas (M5S) Dario Carotenuto, que participou da frota e chegou ontem à capital, Roma, junto com o jornalista Alessandro Mantovani, após fazer uma escala na Grécia.
O Ministério Público, que já abriu outras investigações sobre as missões anteriores da frota, também está avaliando outros crimes, como sequestro e violência sexual. Os promotores terão agora que recolher todos os depoimentos dos ativistas expulsos de Israel.
O processo também inclui o vídeo publicado nas redes sociais pelo ministro da Segurança Nacional israelense, o ultradireitista Itamar Ben Gvir, no qual se vêem os ativistas com as mãos algemadas e sendo alvo de zombaria no porto de Ashdod.
A Global Sumud Flotilla publicou, nas últimas horas, fotografias de ativistas com ferimentos e hematomas pelo corpo, ao mesmo tempo em que denunciou “pelo menos 15 casos de agressões sexuais” entre seus participantes, “incluindo estupros”.
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