Publicado 20/01/2026 02:59

O Ministério Público retira o pedido de acusação contra o chefe da unidade de proteção da Colômbia no caso Uribe

O diretor da Unidade Nacional de Proteção da Colômbia, Antonio Rodríguez
UNIDAD NACIONAL DE PROTECCIÓN DE COLOMBIA EN X

MADRID 20 jan. (EUROPA PRESS) -

O Ministério Público da Colômbia retirou nesta segunda-feira a acusação contra o diretor da Unidade Nacional de Proteção (UNP), Augusto Rodríguez, no âmbito do assassinato do senador Miguel Uribe Turbay no início de junho de 2025 na capital do país, Bogotá, após o qual ele foi denunciado por supostamente ter rejeitado o pedido de proteção do político em repetidas ocasiões.

A promotora 295 da Unidade de Administração Pública justificou sua decisão considerando que “esta investigação deve ser assumida pelos escritórios competentes (...) com o objetivo de evitar possíveis nulidades e, especialmente, concentrar as diligências de forma eficiente, dada a natureza dos fatos investigados e sua relevância”.

No documento, divulgado nas redes sociais, o órgão também se referiu à criação, em 11 de junho de 2025, do “Grupo de Tarefas Especiais para Investigação e Judicialização dentro das notícias criminais (...) e outros fatos relacionados ao atentado contra o senador Miguel Uribe Turbay”, pelo que perdeu a competência para avaliar o caso.

Apesar da medida, a investigação não está encerrada e será o referido grupo que se encarregará de avaliar se Rodríguez será acusado de prevaricação por omissão. O caso surge a partir de uma denúncia apresentada pela família de Uribe, Víctor Mosquera, contra o diretor da UNP por não ter atendido a 23 pedidos do senador conservador e pré-candidato à presidência para reforçar sua segurança, antes de ser assassinado em 7 de junho.

O escritório de advocacia de Mosquera manifestou sua “preocupação” com a decisão do Ministério Público, em um comunicado no qual, no entanto, assinalou que “entendemos que se deseja preservar a prevalência do direito estrito para evitar nulidades futuras”. “Confiamos na articulação urgente, oportuna e eficaz entre o Grupo de Tarefas Especiais e o Ministério Público 295 (e) na capacidade técnica e responsabilidade institucional do Grupo de Tarefas Especiais formado para o esclarecimento integral dos fatos”, acrescentou antes de insistir na necessidade de que o Ministério Público fixe em “curto prazo uma nova data para a formulação da acusação, garantindo coerência, continuidade investigativa e respeito pelos direitos das vítimas”.

As autoridades colombianas prenderam até o momento nove pessoas pelo assassinato de Uribe, incluindo o menor de 15 anos que atirou contra o político, que morreu em 11 de agosto após permanecer dois meses hospitalizado em estado grave, chocando todo o país.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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