Publicado 08/09/2026 02:18

O Ministério Público reativa os mandados de prisão contra sete representantes da Frente Comuneros do Sul do ELN

A procuradora-geral da Colômbia, Luz Adriana Camargo Garzón, em uma foto de arquivo
FISCALÍA COLOMBIA EN X

MADRID 8 set. (EUROPA PRESS) -

A procuradora-geral da Colômbia, Luz Adriana Camargo Garzón, decidiu nesta segunda-feira reativar os mandados de prisão contra sete ex-membros representantes da Frente Comuneros del Sur, do grupo guerrilheiro Exército de Libertação Nacional (ELN), as quais haviam sido suspensas por ocasião das conversações e negociações realizadas durante o governo do presidente colombiano Abelardo de la Espriella.

“A procuradora-geral da Nação (...) reativou os mandados de prisão contra sete ex-membros representantes da organização armada ilegal autodenominada ‘Comuneros do Sul’, que haviam se beneficiado da suspensão dessas medidas no âmbito dos processos de diálogo, negociação, aproximações ou espaços sociopolíticos”, informou o próprio órgão por meio de um comunicado.

Essa medida foi adotada depois que, em 3 de setembro passado, o governo nacional encerrou a mesa de diálogo com esse grupo e revogou a designação de seus membros representantes. Essas mesas e espaços de diálogo sociopolítico e jurídico estavam inseridos na chamada política de “paz total” promovida pelo ex-presidente Gustavo Petro.

Foi o próprio De la Espriella quem informou sobre a adoção de várias resoluções pelas quais esses processos seriam encerrados, substituindo a estratégia de negociação por uma política centrada na submissão das organizações armadas e criminosas à Justiça.

Entre as referidas decisões figurava, concretamente, o encerramento da mesa de negociações com a Frente Comuneros del Sur, bem como a retirada do reconhecimento oficial aos negociadores que haviam sido designados pelo governo anterior.

Especificamente, os mandados de prisão revogados referem-se a Oliverio Orfilio Pai Rodríguez, conhecido como ‘Chuki’; Gabriel Yepes Mejía, conhecido como ‘HH’; Lorena Vanesa Sevillano Ortiz, conhecida como ‘Taliana’; Santo Eligio García Natascuas, conhecido como “Santos”; Jaime Eduardo Álvarez Riascos, conhecido como “Lalo”; Leidy Paola Tapia Benavides e Víctor Alfonso Rodríguez Cantizuz.

No entanto, a resolução do Ministério Público precisou que, em relação a outras pessoas incluídas nos pedidos formulados pela Presidência do país, “não se justifica reativar os mandados de prisão”, na medida em que, segundo o documento, “alguns já estavam ativos e outros nunca foram suspensos”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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