Europa Press/Contacto/Carlos Garcia Granthon
MADRID 24 abr. (EUROPA PRESS) -
Agentes do Ministério Público e da Diretoria contra a Corrupção (Dircocor) da Polícia Nacional do Peru realizaram nesta sexta-feira várias buscas na residência do ex-chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), Piero Corvetto, e de outros funcionários do órgão, no âmbito das investigações sobre as irregularidades ocorridas durante as eleições gerais de 12 de abril.
Além da residência de Corvetto, as autoridades também vasculharam outros doze imóveis, incluindo as casas dos ex-funcionários da ONPE José Samamé e Juan Fang, bem como do representante legal da empresa Galaga SAC, responsável pelo transporte do material eleitoral.
Corvetto permaneceu no imóvel, localizado na região da Grande Lima, durante a operação. O Ministério Público também havia solicitado sua prisão, mas o juiz responsável pelo caso considerou o pedido improcedente. Dias antes, o ex-chefe da ONPE entregou seu passaporte e se colocou à disposição das autoridades.
Dias atrás, Corvetto renunciou ao cargo em meio a forte pressão por parte de setores da mídia e políticos da direita peruana. Uma demissão que contou com a aprovação da Junta Nacional de Justiça (JNJ), apesar de não ser permitida pela própria legislação do órgão.
Sua gestão ficou fortemente questionada depois que cerca de 60 mil eleitores, principalmente em Lima, denunciaram não ter conseguido exercer seu direito de voto no domingo, 12 de abril, devido à falta de material eleitoral, o que levou as autoridades a prorrogar a votação até segunda-feira, 13.
Com 95% das cédulas apuradas, a ultraconservadora Keiko Fujimori, do partido Fuerza Popular, é a vencedora virtual do primeiro turno. No dia 7 de junho será disputado o segundo turno, no qual se destaca como candidato o aspirante da esquerda, Roberto Sánchez, do Juntos por el Perú, que está a apenas 20.000 votos do terceiro colocado, o também conservador Rafael López Aliaga.
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