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MADRID 10 jun. (EUROPA PRESS) -
O Ministério Público do Peru oficializou a saída do promotor anticorrupção José Domingo Pérez, que liderou a investigação contra a candidata Keiko Fujimori por suposto financiamento irregular de suas campanhas, após a decisão do Conselho Nacional de Justiça (JNJ) de não renovar seu mandato, durante o qual acumulou quase cem processos disciplinares.
Pérez, agora advogado do ex-presidente Pedro Castillo, havia sido uma figura de destaque na luta contra a corrupção, sendo fundamental no processo contra Fujimori e tendo solicitado sua prisão preventiva, embora, no final de 2025, o Tribunal Constitucional tenha arquivado o processo por financiamento irregular de suas campanhas eleitorais de 2011 e 2016, no âmbito do caso “Cócteles”.
No início de 2025, ele foi afastado do caso por supostas irregularidades durante a investigação, o que acabou resultando na destituição do Conselho Nacional de Justiça (JNJ). Pérez conseguiu uma condenação de 20 anos de prisão para o ex-presidente Alejandro Toledo por corrupção e lavagem de dinheiro e participou da acusação do também ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski.
Seus detratores sempre lhe reprocharam suas supostas motivações “políticas”. A própria Fujimori aproveitou o fato de que Pérez passaria a assumir a defesa de Castillo para denunciar que ele nunca foi promotor, mas sim um agente político. “Sua verdadeira cor política ficou evidente”, disse ela.
Ao longo de seu mandato como promotor anticorrupção, Pérez acumulou 98 processos disciplinares, dos quais 84 já foram resolvidos, incluindo um que resultou em suspensão.
O mesmo documento, publicado no Diário Oficial do Estado, ressalta que sua saída do Ministério Público ocorre sem prejuízo das ações judiciais que possam estar pendentes em decorrência dessas queixas ou denúncias em andamento.
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