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MADRID, 7 abr. (EUROPA PRESS) -
O Ministério Público da Turquia anunciou nesta terça-feira a abertura de uma nova investigação contra o prefeito destituído de Istambul, Ekrem Imamoglu, por “insultar um funcionário público” durante uma audiência realizada na véspera por acusações de corrupção que ele nega e pelas quais está preso há mais de um ano.
O Ministério Público de Bakirköy, um distrito de Istambul, instaurou um processo contra Imamoglu por “insultar um funcionário público no exercício de suas funções” em um comunicado, depois que o político da oposição afirmou nesta segunda-feira que “neste caso, existe apenas uma organização criminosa e essa é o Ministério Público”.
Imamoglu, considerado o principal rival político do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, fez essas declarações durante uma audiência judicial por uma investigação que o aponta como líder de uma extensa rede criminosa e pela qual o Ministério Público pediu mais de 2.300 anos de prisão.
O político, do Partido Republicano do Povo (CHP), foi colocado em prisão preventiva em 19 de março de 2025, no mesmo dia em que foi nomeado candidato do CHP para as eleições presidenciais, previstas para o ano de 2028.
A oposição turca continua acusando o governo de “perseguir” Imamoglu por questões meramente políticas e afirma que se trata de uma “caça às bruxas”, já que o ex-prefeito de 55 anos conseguiu, no passado, derrotar os aliados do presidente turco nas eleições para a prefeitura de Istambul em pelo menos três ocasiões.
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