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MADRID 8 jul. (EUROPA PRESS) -
A Procuradoria Geral do México anunciou na terça-feira que abriu uma investigação sobre o suposto pagamento de subornos supostamente recebidos pelo ex-presidente Enrique Peña Nieto de dois empresários israelenses em troca de contratos, incluindo a compra do programa de espionagem Pegasus durante seu mandato de seis anos.
Esta semana, o jornal israelense "The Marker" publicou que Peña Nieto recebeu 25 milhões de dólares de dois empresários em troca de grandes contratos públicos. O ex-presidente foi rápido em negar essas acusações por meio de suas redes sociais. "O artigo sobre supostas contribuições é totalmente falso", disse ele.
O procurador-geral, Alejandro Gertz Manero, disse que solicitará informações às autoridades israelenses para que possam ser incluídas no processo de investigação que foi aberto recentemente nesse caso e para evitar que essas acusações se percam em "alegações que não se sustentam", como já aconteceu anteriormente.
No entanto, ele advertiu que as relações com o governo israelense não estão em seu melhor momento, depois que ele se recusou a extraditar Tomás Zerón, que possivelmente está implicado no desaparecimento dos 43 alunos professores de Ayotzinapa, embora ele confie que, nesse caso, eles receberão uma resposta o mais rápido possível.
Gertz Manero confirmou que não é a primeira vez que o uso de recursos públicos por Peña Nieto durante seu mandato é questionado, e que já no mandato anterior de seis anos do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador "várias denúncias foram apresentadas", embora não tenham sido corroboradas com provas suficientes.
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