Publicado 07/04/2026 12:18

O Ministério Público intimará “Calarcá” por crimes contra a humanidade, enquanto se aguarda que Petro reative a prisão

Archivo - Arquivo - 16 de abril de 2023, San Vicente del Caguan, Caquetá, Colômbia: Membros da guerrilha das FARC-EP empunham armas de fogo durante o anúncio feito pelo Estado-Maior Central (EMC) das FARC sobre o início das negociações de paz com o govern
Europa Press/Contacto/Sebastian Marmolejo

MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -

O Ministério Público da Colômbia informou nesta terça-feira que intimará o líder das dissidências das FARC, Alexander Díaz Mendoza, conhecido como “Calarcá”, para notificá-lo oficialmente dos crimes contra a humanidade que lhe são imputados, enquanto se aguarda que o presidente Gustavo Petro reative o mandado de prisão contra ele.

A procuradora-geral Luz Adriana Camargo indicou que informaram ao presidente Petro sobre os crimes que o líder das dissidências do Estado-Maior dos Blocos e Frentes (EMBF) teria supostamente cometido após ser designado como representante na mesa de negociações com o governo.

“Nesta solicitação que lhe fazemos, enumeramos os motivos pelos quais estamos solicitando isso, quais são os casos que conseguimos documentar de crimes que o conhecido como ‘Calarcá’ supostamente teria cometido após ser designado porta-voz e representante”, explicou a procuradora em entrevista à Caracol Radio.

Camargo informou que, em uma última reunião, foi tomada a decisão de intimar formalmente 'Calarcá' “para uma audiência de imputação de acusações por esses atos”, dos quais ela afirmou que “de forma alguma são compatíveis com a condição de membros representantes de um grupo armado em uma mesa de diálogo”.

Assim, a promotora mencionou as provas coletadas durante uma operação militar contra 'Calarcá' em julho de 2024, que apontam para sua responsabilidade mais do que provável na morte de um líder social, bem como outras investigações, para enfatizar a necessidade de que o presidente da Colômbia reative sua captura.

“Vamos (...) marcar a data da audiência para apresentar essa acusação e esperamos que o presidente se pronuncie rapidamente sobre nosso pedido”, disse ela, confiando que, assim, Petro conheça as razões que levam a Promotoria a acreditar que essas pessoas não devem estar em uma mesa de negociação.

Já se passaram alguns dias desde que a procuradora deu uma semana de prazo ao governo para que reativasse o mandado de prisão do líder das dissidências do EMBF, contra as quais, no entanto, o Exército continua operando. A decisão cabe exclusivamente ao presidente colombiano.

O EMBF é composto por três estruturas, entre elas o bloco Jorge Briceño, liderado por 'Calarcá', considerado o líder máximo dessas dissidências, que nada mais são do que uma cisão do Estado-Maior Central (EMC) das FARC, comandado por Néstor Vera Fernández, conhecido como 'Iván Mordisco'.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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