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MADRID 10 abr. (EUROPA PRESS) -
O Ministério Público do Peru deu início nesta sexta-feira a uma grande operação que resultou na busca e apreensão de até 27 imóveis e na apreensão de bens, em conexão com uma trama de supostas irregularidades na concessão de contratos públicos durante o curto mandato do ex-presidente José Jerí.
A operação foi realizada em Lima, Callao e Huánuco e está relacionada a contratos com diversas entidades públicas que um grupo de mulheres obteve após visitar Jerí no Palácio do Governo, segundo informa a imprensa peruana.
As mulheres envolvidas nessa suposta trama teriam se beneficiado de contratos que, em alguns casos, podiam chegar a 2.700 euros em instituições como os ministérios da Educação e do Meio Ambiente, no instituto de previdência social EsSalud e na própria Presidência.
No total, são 22 pessoas que estão sendo investigadas, entre elas as quatro mulheres que teriam se beneficiado desse suposto tratamento de favor, cujas residências foram alvo de buscas realizadas desde a madrugada desta sexta-feira, além de ex-funcionários.
Jerí foi destituído apenas quatro meses após assumir o cargo, depois que o Congresso destituiu a muito criticada Dina Boluarte, tornando-se assim o sétimo presidente do Peru em apenas dez anos. Desde o início, ele foi questionado e logo vieram à tona episódios de machismo.
Nesses quatro meses, ele teve tempo de se envolver em uma série de reuniões secretas com empresários chineses com processos pendentes na Justiça peruana, bem como neste novo escândalo relacionado a um suposto tratamento de favor a mulheres que visitaram o Palácio do Governo tarde da noite.
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