Publicado 26/04/2026 09:56

O Ministério Público dos EUA acredita que todo o gabinete era alvo do suspeito do ataque no Jantar dos Correspondentes

25 de abril de 2026, EUA, Washington: A polícia isola o perímetro ao redor do Washington Hilton, depois que uma pessoa abriu fogo do lado de fora do salão de baile onde o presidente Donald Trump participava do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca de
Bryan Dozier/ZUMA Press Wire/dpa

MADRID 26 abr. (EUROPA PRESS) -

O suspeito do tiroteio ocorrido na noite passada durante o Jantar dos Correspondentes dos Estados Unidos, que provocou a evacuação do presidente Donald Trump, tinha como alvo qualquer membro do gabinete que estivesse naquele momento no salão de eventos do hotel Washington Hilton, segundo o procurador-geral interino do país, Todd Blanche, com base nas informações coletadas até o momento.

Blanche explicou assim, em entrevista à rede NBC, o que fontes da investigação haviam adiantado à Fox News: o suspeito, identificado como o professor californiano Cole Allen, confessou que sua intenção era matar qualquer membro do governo que estivesse participando do evento.

“Acreditamos que seus alvos eram responsáveis do governo”, indicou Blanche ao programa Meet the Press, no qual se recusou a confirmar se Trump era um alvo principal e específico do suspeito. Blanche acrescentou que ainda não se conhecem seus motivos exatos e que, por enquanto, não parece existir uma conexão específica entre a tentativa frustrada e alguma política específica do governo Trump.

O incidente começou logo após o início do evento, às 20h, horário local (por volta das 2h da madrugada na Espanha peninsular e nas Ilhas Baleares), quando Allen se apresentou em um dos últimos pontos de controle de segurança que davam acesso ao salão de eventos do hotel; o mesmo local onde o então presidente Ronald Reagan teve sua vida salva por um milagre em 1981, após receber vários tiros de John Hinckley Jr.

No momento em que os agentes se aproximaram, Allen abriu fogo e começou a correr para atravessar o perímetro de segurança. Ele só conseguiu avançar alguns metros antes de ser derrubado pelo Serviço Secreto. O tiro que ele disparou atingiu o colete à prova de balas de um dos agentes, que acabou sendo hospitalizado por precaução. Nas redes sociais, a Polícia de Washington D.C. confirmou que foram encontradas duas armas de fogo e “várias facas”.

Apesar do incidente, Trump quis comparecer posteriormente à imprensa para comentar o ocorrido e expressar sua gratidão pelo “trabalho fantástico” do Serviço Secreto de seu governo durante todo o incidente.

Se as intenções do suspeito forem confirmadas, este será o terceiro atentado contra sua vida desde 2024, quando um tiro do jovem atirador Thomas Crooks passou a milímetros de sua cabeça (na verdade, roçou sua orelha) durante um comício na Pensilvânia.

Outro incidente ocorreu em setembro daquele mesmo ano, quando o Serviço Secreto detectou um homem armado próximo ao campo de golfe do clube de West Palm Beach (Flórida), que foi posteriormente detido.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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