Europa Press/Contacto/El Comercio - Arquivo
MADRID 19 mar. (EUROPA PRESS) -
O Ministério Público do Peru iniciou nesta quarta-feira uma nova busca na casa do ministro do Interior, Juan José Santiváñez, no distrito de La Molina, na província de Lima, apenas duas semanas depois de uma primeira batida, como parte de uma investigação sobre um suposto crime de abuso de poder.
A busca de quarta-feira ocorre em meio a quatro moções de censura apresentadas contra ele por causa dos altos índices de criminalidade, que serão debatidas nesta sexta-feira no Congresso, informa a RPP.
Santiváñez está sendo investigado por possível abuso de poder após o vazamento do conteúdo de conversas com o capitão da Polícia Nacional Junior Izquierdo, também conhecido como "Culebra", nas quais foi discutida a dissolução do Diviac, um escritório anticorrupção.
A Diviac está por trás da investigação contra a presidente peruana, Dina Boluarte, pelo crime de enriquecimento ilícito pela posse de vários relógios Rolex de luxo. Em março de 2024, a polícia e o Ministério Público fizeram buscas no Palácio do Governo e na residência pessoal do presidente.
Nesse diálogo com "Culebra" também se fala em pressionar o jornalista Marcos Sifuentes, diretor do podcast La Encerrona, de onde foi descoberta essa trama sobre a coleção de relógios de luxo que o presidente peruano apreciava, e que denunciou em várias ocasiões ter sido vítima de tentativas de agressão.
Como parte dessa investigação, foi solicitado ao Ministro do Interior que entregasse seu telefone celular, que ele formatou antes de fornecê-lo ao Ministério Público. Santiváñez alegou ser vítima de perseguição política e apresentou várias queixas contra a procuradora-geral, Delia Espinoza, por abuso de autoridade.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático