Publicado 18/09/2025 20:52

O Ministério Público do Peru pede a ilegalização do Fuerza Popular por conduta "antidemocrática".

Archivo - 29 de novembro de 2023, LIMA, PERU: LIMA 29 DE NOVIEMBRE DEL 2023...DECLARACIONES A LA PRENSA DE KEIKO FUJIMORI POR EL FALLO DE TC SOBRESU PADRE ALBERTO FUJIMORI.FOTOS BRITANIE ARROYO DUEÑAZ
Europa Press/Contacto/El Comercio - Arquivo

Keiko Fujimori está confiante de que a petição não prosperará e fala de um "promotor politizado".

MADRID, 19 set. (EUROPA PRESS) -

O Ministério Público do Peru solicitou na quinta-feira a ilegalização do partido de Keiko Fujimori, Fuerza Popular, e sua consequente exclusão das eleições gerais programadas para abril de 2026, alegando "conduta antidemocrática".

Em uma carta endereçada ao judiciário, o órgão liderado pela juíza Delia Espinoza justificou seu pedido com base no fato de o partido conservador ter violado o artigo 14 da Lei de Organizações Políticas, acusando-o de "realizar atividades contrárias aos princípios democráticos, consistindo na violação sistemática dos direitos e liberdades fundamentais".

Além da ilegalização do partido, o Ministério Público peruano solicitou o fechamento de suas instalações, argumentando a necessidade de impedir a continuidade de uma conduta que, segundo ele, prejudica o sistema democrático.

Em particular, o Ministério Público sustentou que o partido de Fujimori realizou "atividades contrárias aos princípios democráticos", diz o documento: "promover ataques contra a integridade de magistrados, funcionários públicos, opositores políticos, jornalistas e meios de comunicação independentes, sociedade civil organizada, e a perseguição dessas pessoas por causa de sua função pública, posição política, profissão e/ou opinião; promover a exclusão de congressistas (militantes e convidados) de seu partido por motivos de dissidência política/liberdade de consciência; desculpar ataques contra a vida e a integridade das vítimas do conflito armado interno (1990-2000); legitimar a violência como método para atingir objetivos políticos".

A líder do partido denunciou o anúncio do Gabinete do Procurador Geral, no que ela considera uma tentativa de fazer o "Fujimorismo desaparecer", de acordo com uma mensagem publicada em sua conta na rede social X.

"Mil vezes quiseram fazer desaparecer o fujimorismo e nunca conseguiram! Agora acham que com esse pedido vão tirar o apoio do povo?", disse ela, antes de acusar Espinoza, a quem chamou de "promotor politizado", de "prejudicar a instituição com cortinas de fumaça, em vez de perseguir o crime que atinge os peruanos".

Ela também expressou confiança de que a ilegalização "não prosperará", embora tenha alertado a comunidade internacional sobre o que descreveu como um "grave ataque à democracia".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado