Publicado 14/11/2025 03:57

O Ministério Público do Peru pede a execução imediata da sentença contra Vizcarra, que pode pegar 15 anos de prisão

23 de outubro de 2025, Lima, PERU: lima 23 de octubre de 2025 ..continua o interrogatório do ex-presidente martin vizcarra no juzgado penal del jiron contumaza, pelo júri que enfrenta após ter sido acusado por crimes em moquegua. fotosÑ joel alonzo/gec
Europa Press/Contacto/El Comercio

MADRID 14 nov. (EUROPA PRESS) -

O Ministério Público do Peru solicitou nesta quinta-feira a execução imediata da sentença a ser proferida contra o ex-presidente Martin Vizcarra (2018-2020), ratificando seu pedido de 15 anos de prisão após supostamente receber subornos durante seu mandato como governador da cidade de Moquegua entre 2011 e 2014.

O promotor pediu durante o julgamento oral contra o ex-presidente peruano que a sentença fosse executada sem esperar por uma segunda instância, citando a necessidade de evitar possíveis fugas. Nesse sentido, argumentou que o Estado não pode permitir que se repita a impunidade observada em outros julgamentos contra funcionários de alto escalão.

Por essa razão, ele pediu ao tribunal que emitisse uma "decisão exemplar" em um caso que ele considerou uma oportunidade de "demonstrar a eficácia na luta contra a corrupção nas mais altas esferas do poder", conforme relatado no jornal 'La República'.

Além da prisão de Vizcarra, o magistrado solicitou que ele fosse inabilitado para cargos públicos por nove anos, acusando-o de ter recebido cerca de 2,3 milhões de soles (cerca de 536 mil euros) para a concessão de licitações.

Por sua vez, o ex-presidente garantiu que "não há absolutamente nenhuma possibilidade" de pedir asilo diplomático em outro país, expressou sua disposição de estar presente durante a leitura da sentença e defendeu que seu comportamento demonstra o cumprimento das decisões judiciais.

Vizcarra foi libertado no início de setembro, depois de ter passado mais de três semanas em prisão preventiva e após a decisão de um tribunal de recursos que considerou "infundados" os motivos da medida cautelar, imposta no âmbito do processo por suborno passivo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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