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MADRID, 27 ago. (EUROPA PRESS) -
Na quarta-feira, o Ministério Público do Peru fez uma busca na casa de Nicanor Boluarte, irmão da presidente Dina Boluarte, no distrito de San Borja, em Lima, como parte de uma investigação sobre sua responsabilidade em pelo menos quatro crimes, por receber pagamentos ilegais e favorecer uma empresa de mineração.
As buscas ocorrem na véspera da avaliação pelo Tribunal Constitucional de uma série de recursos apresentados por Nicanor Boluarte, que já passou dois meses em prisão preventiva por suposto tráfico de influência, suborno e organização criminosa, no chamado caso "Waykis en la Sombra".
Nessa ocasião, o Ministério Público acusa o irmão de Boluarte de ilegalidades na Ouvidoria da Polícia, de receber subornos em troca da manutenção de generais em seus cargos, de ocultar provas e de favorecer a empresa de mineração El Dorado.
Chamada de "Icaro", a operação também está sendo realizada em outros escritórios e residências de pessoas ligadas a Nicanor Boluarte, que denunciou, nas palavras de sua equipe jurídica, que está sendo vítima de um novo "abuso" por parte do Ministério Público, de acordo com o jornal peruano "La República".
O advogado de Boluarte, Luis Vivanco, garantiu que seu cliente não apenas "não tem nada a ver com uma empresa de mineração", mas também que não conhece Santiváñez, o polêmico ministro da Justiça e pessoa próxima ao presidente peruano.
Santiváñez foi nomeado há poucos dias como o novo Ministro da Justiça, em uma nomeação altamente controversa, depois de seu papel como chefe do Ministério do Interior, do qual foi destituído após não conseguir aprovar uma moção de censura no Congresso.
O novo ministro da Justiça do Peru está proibido de deixar o país enquanto estiver sendo investigado por supostamente tentar subornar o Tribunal Constitucional em 2021, quando atuava como advogado de Miguel Marcelo Salirrosas, um ex-policial com ligações com o crime organizado, que acabou sendo condenado e enviado para a prisão em 2022.
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