Publicado 25/05/2026 13:49

O Ministério Público da Venezuela investiga o motim na prisão de Barinas após denúncias de maus-tratos a detentos

O procurador-geral da Venezuela, Larry Devoe
MINISTERIO PÚBLICO DE VENEZUELA

MADRID 25 maio (EUROPA PRESS) -

O Ministério Público da Venezuela abriu uma investigação sobre a revolta protagonizada por detentos no domingo no Centro de Detenção Judicial de Barinas (Injuba), localizado no oeste do país, após denúncias de maus-tratos contra os detentos e supostos crimes de corrupção.

“Desde o momento em que se tomou conhecimento dos acontecimentos, a promotora superior do estado de Barinas, juntamente com dois promotores vinculados à Direção Geral de Proteção dos Direitos Humanos, compareceram ao referido local com o objetivo de contribuir para a resolução pacífica do conflito”, informou o Ministério Público em um comunicado.

O Ministério Público encomendou, assim, “as investigações necessárias para esclarecer o ocorrido e determinar suas causas”. “O Ministério Público reafirma que, no âmbito de suas atribuições constitucionais e legais, continuará zelando pelo respeito e pela garantia dos Direitos Humanos nos centros penitenciários e demais estabelecimentos de reclusão do país”, concluiu.

A ONG Observatório Venezuelano de Prisões (OVP) informou que a revolta — na qual participaram cerca de 1.300 detentos — ocorreu em meio a pedidos de destituição do ministro de Serviços Penitenciários do país, Julio García Zerpa, e do diretor da mesma prisão, Elvis Macuare Guerrero.

“Os detentos denunciaram (...) que, há uma semana, Macuare Guerrero foi nomeado diretor do INJUBA e que, desde então, teriam sido submetidos a revistas violentas, durante as quais seus pertences são destruídos dentro das celas”, indicou a ONG nas redes sociais, onde precisou que os presos haviam denunciado terem sido vítimas de “espancamentos e torturas”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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