Danish Defence Command/dpa - Arquivo
MADRID 9 jul. (EUROPA PRESS) -
A Procuradoria-Geral da Ucrânia afirmou nesta quinta-feira que não foi comprovado o envolvimento do Estado ucraniano nos atos de sabotagem aos gasodutos Nord Stream nas águas do Mar Báltico, nem que tenha dado ordens ou instruções a esse respeito, apesar de o Ministério Público da Alemanha ter indicado que o réu nos tribunais alemães “seguia ordens” de Kiev.
Em um comunicado, o Ministério Público ucraniano informou que examinou as informações relacionadas ao sabotagem dos gasodutos Nord Stream 1 e Nord Stream 2 no âmbito das investigações em andamento e realizou diligências investigativas e “medidas processuais”.
Entre essas ações estariam o depoimento de testemunhas e a obtenção de informações relevantes, explicou o Ministério Público ucraniano, ressaltando que busca “esclarecer as circunstâncias dos fatos”.
“Como resultado do trabalho já realizado e das informações obtidas, até o momento não foi constatado nenhum fato que indique a participação do Estado da Ucrânia, de seus órgãos competentes ou de seus funcionários na prática desses atos ilícitos”, destacou.
Segundo o Ministério Público da Ucrânia, “também não foram encontradas evidências de que tais autoridades tenham emitido, em nome da Ucrânia, ordens, instruções, mandatos ou diretrizes para realizar a sabotagem dos citados gasodutos”.
“No entanto, a investigação dessas circunstâncias ainda não foi concluída e a coleta e a análise das provas necessárias continuam”, acrescentou ele, após indicar que tomou conhecimento das informações do Ministério Público Federal da Alemanha sobre a acusação contra um indiciado de nacionalidade ucraniana que “era oficial do Exército ucraniano em 2022” e que, juntamente com outros agressores, agiu “seguindo ordens das autoridades estatais ucranianas”.
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