Publicado 01/06/2026 17:11

O Ministério Público da Colômbia afirma que não há “provas ou indícios” de que o cadastro eleitoral tenha sido adulterado

Desmente Petro, que denunciou que mais de 800 mil cédulas eleitorais haviam sido adicionadas, e lembra que ele não tem competência para aceitar ou rejeitar os resultados

Archivo - Arquivo - 8 de março de 2026, Bogotá, Bogotá D.C., Colômbia: O presidente colombiano Gustavo Petro dá início ao dia das eleições durante as eleições legislativas de 2026, em 8 de março de 2026, em Bogotá. Imagem: 1081113386, Licença: Direitos ge
Jorge Londono / Zuma Press / ContactoPhoto

MADRID, 1 jun. (EUROPA PRESS) -

O procurador-geral da Colômbia, Gregorio Eljach Pacheco, garantiu nesta segunda-feira que não há “prova ou indício” de que o cadastro eleitoral tenha sido alterado, como afirmou na véspera o presidente do país, Gustavo Petro, após o primeiro turno das eleições presidenciais, no qual foram superados o candidato de extrema direita, Abelardo de la Espriella, e o candidato do partido no poder, Iván Cepeda.

“Em relação à suposta alteração do software de pré-contagem de votos, na última semana, a Procuradoria-Geral da Nação, de acordo com a função de vigilância técnica que tem desempenhado ao longo deste processo, está em condições de garantir que não há conhecimento de prova ou indício da suposta modificação a que se refere o presidente”, afirmou em um vídeo divulgado nas redes sociais.

O magistrado acrescentou que “também não há evidência de que o cadastro eleitoral oficial tenha sido alterado para incorporar cédulas de forma irregular”. “As informações que nos foram fornecidas por nossos delegados não constatam mesas contestadas que demonstrem milhares de votos adicionados. Meus delegados no processo eleitoral relatam que, em nenhum dos casos apontados pelo senhor presidente da República, há evidências que confirmem suas alegações”, assegurou.

Pacheco, que solicitou a Petro que lhe enviasse as evidências que possam “fundamentar cada uma de suas alegações”, lembrou que “não existe na ordem jurídica colombiana nenhuma disposição que conceda ao presidente competência para decidir sobre a aceitação ou não dos resultados eleitorais, nem na pré-contagem, nem na etapa de apuração”.

Além disso, ele aproveitou para mencionar o “bom andamento do processo eleitoral” e garantir que “estão reunidas as condições para realizar o segundo turno presidencial com plenas garantias para todos os cidadãos e candidatos presidenciais que permanecem na disputa”, que ocorrerá no próximo dia 21 de junho.

As declarações do procurador ocorrem depois que o presidente colombiano afirmou que “não aceita” os resultados da pré-contagem eleitoral, alegando que “os algoritmos do software de contagem e apuração (...) foram alterados e adicionaram 800 mil cédulas a mais de pessoas que constam no censo oficial apresentado”, uma denúncia inicialmente endossada por Iván Cepeda, embora ele tenha se retratado nesta segunda-feira, afirmando que, até o momento, não encontrou “evidências” desse fato.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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