Radoslaw Czajkowski/dpa - Arquivo
Tribunal ordena prisão do ex-presidente boliviano após ele não comparecer à audiência de segunda-feira
MADRID, 12 maio (EUROPA PRESS) -
O Ministério Público da Bolívia confirmou nesta terça-feira que solicitará uma pena de 20 anos de prisão para o ex-presidente Evo Morales por um crime de tráfico de pessoas com agravante, no âmbito do processo judicial relacionado ao relacionamento que ele manteve com uma menor de idade no final de seu mandato presidencial.
O promotor do departamento de Tarija, José Mogro, explicou que a agravante reside no fato de que a suposta vítima era menor de idade quando os fatos ocorreram, por volta de 2015. “A pena máxima é de 20 anos de prisão e é isso que o Ministério Público, após apresentar suas provas e demonstrar sua teoria dos fatos, vai solicitar”, adiantou em declarações à televisão do jornal ‘El Deber’.
Mogros também destacou que nem Morales, nem a mãe da suposta vítima justificaram adequadamente sua ausência nesta segunda-feira nos tribunais de Tarija, no sul da Bolívia, onde está ocorrendo o processo contra ambos.
É por isso, lembrou ele, que o Ministério Público solicitou na segunda-feira que ambos fossem declarados em rebelião, com mandado de busca e apreensão, que lhes fosse proibida a saída do país e que suas contas fossem congeladas. Nesse sentido, Mogros instou a Polícia a cumprir seu mandato constitucional e executar o mandado de prisão contra o ex-presidente boliviano.
Morales, que se encontra recluso na região cocalera de Chapare, no coração do Trópico de Cochabamba, bem protegido por seus seguidores, não compareceu a nenhuma das intimações das autoridades, às quais vem acusando, desde o mandato do ex-presidente Luis Arce, de terem fabricado um caso contra ele.
A acusação sustenta que Morales manteve, em 2015, um relacionamento com uma jovem de 16 anos na época, com quem teve uma filha durante seu mandato presidencial, que se estendeu de 2006 a 2019, quando ele deixou o país, pressionado pela oposição e por uma parte das Forças Armadas, que não reconheceram sua vitória eleitoral
A forte adesão de que Morales goza nessa parte do país tem impedido, até agora, que as autoridades realizem qualquer tipo de operação para detê-lo, por receio de que ocorram graves distúrbios.
O novo governo declarou que a intenção é prendê-lo, sem que haja novidades a esse respeito. Nas últimas horas, o vice-presidente Edman Lara, que mantém um confronto acirrado com o presidente Rodrigo Paz, instou a polícia e o gabinete a agir contra Morales.
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