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MADRID 28 jul. (EUROPA PRESS) -
O Ministério Público da Bolívia ordenou a prisão do ex-ministro de Hidrocarbonetos e Energias, Mauricio Medinaceli, destituído do cargo em abril passado, por supostas irregularidades cometidas na importação e comercialização de gasolina que estaria adulterada, no caso conhecido como gasolina “lixo”.
O magistrado David Torrez, do Ministério Público Anticorrupção, ordenou a prisão de Medinaceli em um documento datado desta segunda-feira, no qual alega que há “indícios suficientes de sua participação” na prática dos crimes de “incumprimento de deveres e conduta antieconômica”.
A decisão ocorre depois que um relatório da comissão especial da Câmara dos Deputados da Bolívia apontou o ex-ministro, entre outras acusações, como suposto responsável pela distribuição do combustível adulterado.
Em particular, o relatório indica que, durante a gestão de Medinaceli à frente do Ministério de Hidrocarbonetos e Energias, foi autorizada a comercialização de gasolina que permanecia retida por ordem da Agência Nacional de Hidrocarbonetos (ANH), alegando problemas de qualidade.
Devido a esse caso, mais de 70.000 veículos foram afetados até o mês de junho, segundo a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), conforme informou a emissora de televisão boliviana UNITEL.
No início de abril, o governo da Bolívia suspendeu os contratos de fornecimento de gasolina assinados com as empresas comercializadoras de matérias-primas Vitol e Trafigura devido a supostos problemas de qualidade do combustível, e após uma greve dos motoristas de transporte público em La Paz e El Alto devido aos danos causados aos veículos pela gasolina adulterada.
Em meados daquele mesmo mês, o presidente Rodrigo Paz destituiu Medinaceli de suas funções, poucas horas após a renúncia da então presidente da YPFB, Claudia Cronenbold.
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