Europa Press/Contacto/Lev Radin - Arquivo
MADRID 26 maio (EUROPA PRESS) -
O procurador-geral do Brasil, Paulo Gonet, pediu ao Supremo Tribunal Federal que autorize a abertura de uma investigação contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, por suas ações nos Estados Unidos, de onde lançou uma campanha para defender a inocência de seu pai, acusado de um golpe de Estado pelo ataque às instituições em janeiro de 2023.
No pedido, Gonet disse que há indícios de que o parlamentar - que anunciou em março que estava se afastando temporariamente - estaria cometendo os crimes de obstrução de investigações, coação durante o processo em curso e atentado à soberania do Brasil.
O Ministério Público indicou que Eduardo Bolsonaro está supostamente buscando sanções dos Estados Unidos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes para "coagir" o tribunal superior, de acordo com o portal de notícias brasileiro UOL.
Para tanto, baseia-se em declarações feitas pelo deputado à imprensa, nas quais ele afirma que está se reunindo com altos funcionários do governo americano para impor medidas contra Moraes, como proibi-lo de realizar transações, abrir contas bancárias e usar cartões de crédito.
Para o Ministério Público, Eduardo Bolsonaro está tentando interferir no "normal desenvolvimento" do processo criminal em curso contra seu pai "e seus aliados". Assim, ele denunciou a "intenção de embaraçar" o processo do Supremo Tribunal Federal e "atrapalhar" o trabalho da Polícia Federal.
Segundo a acusação, Jair Bolsonaro e seu ex-candidato a vice-presidente, general Walter Braga Netto, lideravam uma organização criminosa que chegou a cogitar matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva caso não conseguissem impedir o resultado das eleições de outubro de 2022.
Entre os acusados estão figuras muito próximas a Bolsonaro, como seu então 'braço direito', o coronel Mauro Cid, que assinou um acordo de colaboração com a Justiça; o ex-diretor de Inteligência Alexandre Ramagem; os ex-ministros da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e da Justiça Anderson Torres, ou o ex-comandante da Marinha, almirante Garnier.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático