Europa Press/Contacto/Sebastian Marmolejo
MADRID 12 fev. (EUROPA PRESS) -
A Procuradoria Geral da Colômbia apontou nesta quarta-feira a autodenominada Coluna Dagoberto Ramos, pertencente às dissidências das FARC, como supostamente responsável pelo sequestro da senadora Aida Quilcué, da coalizão governista Pacto Histórico liderada pelo presidente Gustavo Petro, que foi posteriormente libertada junto com seus escoltas no departamento de Cauca, no sul do país.
Assim o declarou o órgão dirigido por Luz Adriana Camargo, segundo o jornal El Tiempo e a emissora Caracol, enquanto avança na coleta de provas e testemunhos para estabelecer as circunstâncias do evento e determinar a responsabilidade desse grupo armado no sequestro de Quilcué.
A senadora, vencedora em 2021 do Prêmio Nacional de Defesa dos Direitos Humanos na Colômbia e eleita com o apoio do Movimento Alternativo Indígena e Social (MAIS), apresentou uma denúncia formal às autoridades, um dia depois de ter sido sequestrada junto com seus escoltas enquanto se dirigiam ao município de La Plata, Huila, em direção à cidade de Popayán, quando foram interceptados por homens “fortemente” armados. “Eles nos fizeram descer do veículo e nos levaram para um lugar desconhecido. Disseram-nos para acompanhá-los, para ficarmos em silêncio, que, caso contrário, teríamos que arcar com as consequências e que era preciso esperar que eles recebessem ordens”, relatou ela, uma vez que foram encontrados com vida pelas autoridades colombianas, em declarações nas quais denunciou o “extermínio físico e cultural” da população indígena e alertou para o “risco” ao qual estão expostos outros representantes públicos.
Da mesma forma, os membros da Unidade Nacional de Proteção (UNP) que acompanhavam a senadora quando foram detidos apresentaram uma queixa formal sobre os fatos, informa o jornal El Tiempo. Quilcué, que também atuou como conselheira de Direitos Humanos e Paz da UNESCO, denunciou em 2022 que foi ameaçada de morte em mais de 100 ocasiões. Seu marido, Edwin Legarda, morreu baleado por soldados quando se dirigia de carro à cidade de Popayán, localizada no departamento de Cauca, em dezembro de 2008. O caso foi condenado por várias organizações indígenas e por ONGs como a Anistia Internacional (AI).
Seu testemunho chegou em meio à preocupação nacional com a segurança dos líderes políticos, pouco depois de a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) ter confirmado estar por trás do atentado que há alguns dias matou dois escoltas do senador Jairo Castellanos e ter responsabilizado sua equipe de segurança por não cumprir os controles que ela havia estabelecido em Arauca para evitar confrontos com outros grupos armados.
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