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MADRID 9 mar. (EUROPA PRESS) - O Ministério Público do Irã anunciou nesta segunda-feira que as propriedades de iranianos residentes no exterior que “cooperarem com o inimigo” e “prejudicarem a segurança nacional” serão confiscadas pelas autoridades, em meio à ofensiva lançada de surpresa em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático.
Assim, declarou que “em conformidade com a lei, qualquer associação ou cooperação com o inimigo que prejudique a segurança nacional será sujeita à confiscação de propriedades”, antes de acrescentar que essas ações também abrangem “atividades de espionagem” em favor dos Estados Unidos e de Israel ou “grupos ou elementos afiliados”.
“Advertimos que aqueles que, de diversas formas, simpatizarem, acompanharem ou cooperarem do exterior com o agressor americano-sionista enfrentarão a confiscação de todas as suas propriedades e outras punições legais previstas pela lei”, enfatizou o órgão.
A Procuradoria também elogiou “a unidade e coesão da nação” diante da ofensiva e destacou que essa postura “provocou o desespero do inimigo, desempenhando um papel insubstituível no fortalecimento da segurança do país durante esta situação de guerra”, segundo informou a rede de televisão pública iraniana, IRIB.
A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel deixou até o momento mais de 1.200 mortos no Irã, segundo as autoridades. Entre os mortos estão o líder supremo iraniano, o aiatolá Alí Jamenei, e vários ministros e altos funcionários do Exército do Irã, que respondeu lançando mísseis e drones contra Israel e interesses americanos em países do Oriente Médio, incluindo bases militares.
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