Publicado 25/03/2025 11:14

O Ministério Público afirma que a Anagrama no cumpriu sua "obrigao" de comunicar o conteúdo do livro sobre o breto.

Adverte que sua publicao pode causar "danos ou prejuízos irreversíveis".

Archivo - Arquivo - José Bretón após ouvir o veredicto do júri pelo assassinato de seus filhos.
POOL - Arquivo

BARCELONA, 25 mar. (EUROPA PRESS) -

O Ministério Público de Barcelona assegurou que a editora Anagrama no cumpriu "a obrigao" de comunicar o conteúdo do livro 'El odio' de Luisgé Martín, que inclui as confisses de José Bretón sobre o assassinato de seus filhos em Córdoba em 2011, com o objetivo de examiná-lo para considerar se há uma interferncia ilegítima no direito honra.

É o que afirma o recurso consultado pela Europa Press contra a deciso do chefe do 39 Tribunal de Primeira Instncia de Barcelona, que na segunda-feira negou a medida cautelar solicitada pela Seo de Menores da Promotoria de Barcelona, que pedia a suspenso provisória da publicao e distribuio da obra.

O instrutor argumentou na ordem que os documentos fornecidos pela Promotoria para justificar a necessidade de adotar essa medida cautelar "no so apropriados para isso", pois so artigos de jornal que se referem ao livro, ao que a Promotoria respondeu que, se esse conteúdo no está disponível, é porque a editora no o entregou.

Especificamente, sustenta que a "editora Anagrama no cumpriu com a obrigao estabelecida no artigo 3 da Lei 1/1982, de 5 de maio, ao no comunicar e informar previamente o Ministério Público sobre seu conteúdo".

Mesmo assim, considera que "o juiz recebeu documentao mais do que suficiente para avaliar, prever e concluir com o devido rigor e total certeza que existe, de fato, um risco grave e iminente de interferncia ilegítima no direito honra" e, portanto, de leso a um direito fundamental.

O GNERO DO LIVRO

Também no compartilha da opinio do juiz sobre a necessidade de conhecer o gnero ao qual o livro pertence, questo que o autor considera de particular importncia ao ponderar os limites da liberdade de expresso em relao ao direito honra.

O Ministério Público argumenta que "é surpreendente" a afirmao de que o possível dano ao direito honra só pode ser cometido com livros de um determinado gnero.

Sobre a impossibilidade de considerar se existe uma medida cautelar alternativa e menos restritiva do que a paralisao da publicao e distribuio da obra, o que implicaria uma restrio ao direito fundamental liberdade de expresso, o Ministério Público responde: "Estamos tratando também de outro direito fundamental, como o direito honra".

Afirma que, caso o livro seja publicado, esse direito poderá ser violado e prejudicado, podendo causar "danos ou prejuízos irreversíveis", pois o dano já terá sido causado mesmo que a me das crianas entre com uma ao judicial posteriormente.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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